Uma competição mais saudável?

A diretoria da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou recentemente o edital do leilão de transmissão de energia elétrica, que está marcado para a segunda quinzena de dezembro.

Relembrando que, habitualmente, ocorrem dois leilões por ano (um a cada final de semestre) e, neste ano, não tivemos o que ocorreria em julho por conta da pandemia da Covid-19.

Para esse leilão, estamos falando de onze lotes no total que preveem a instalação de quase 2.000 quilômetros de rede em nove estados. O investimento previsto é de quase 7 bilhões de reais.

Basicamente, vence a disputa quem conseguir apresentar uma menor receita anual permitida (RAP).

Nesse sentido, em um cenário de juros mais comprimidos frente aos patamares históricos, observamos empresas aceitando levar mais deságio do que o normal ao longo dos últimos leilões. Não somente empresas de transmissão, mas também de outras frentes do setor elétrico, investidores financeiros, estrangeiros etc.  

Em outras palavras, notamos mais competição, e isso se traduz em maior dificuldade na realização de investimentos nesse segmento.

Mas vejo que, talvez, o cenário possa ser diferente em dezembro. Neste edital, contamos com uma novidade em relação aos anteriores.

Para a maioria dos casos, está vedada a transferência do controle societário da concessionária antes da entrada em operação comercial das instalações concedidas.

O que isso significa? Se antes os investidores financeiros cuja expertise no setor é baixa entravam no jogo com a ideia de levar o projeto e transferir o controle, agora pode não ser mais assim.

Seguindo dessa forma, podemos, sim, ter menos concorrência, deixando a competição muito mais saudável de certo modo.

Bom para as nossas elétricas do Nord Dividendos.

Um abraço,


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por Guilherme Tiglia
em 12/11/2020 para Nord Insights

Engenheiro de Produção pelo Instituto Mauá de Tecnologia e pós-graduando em Finanças pelo Insper, iniciou sua carreira no Itaú-Unibanco em 2016. Integrou também as equipes da Quasar Asset Management e da Quatá Investimentos, atuando com análise de crédito corporativo e performance empresarial. Ingressou na Nord Research em julho de 2019, como parte da equipe do Nord Dividendos.

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