Siga em frente

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Ibovespa futuro aponta para mais um dia no campo positivo por aqui, após dados econômicos nos EUA reforçarem a visão do consenso para o comportamento de juros por lá.

Mercado europeu no azul, puxado por produtoras de commodities, na esteira de dados econômicos acima do esperado na China.

A madrugada foi negativa na Ásia, refletindo preocupações com as últimas movimentações-surpresa do gabinete de Donald Trump e suas possíveis repercussões.

 

You’re fired!

Após dados de inflação ao consumidor, divulgados ontem, virem rigorosamente em linha com o esperado, gringos se voltaram hoje para os números de inflação ao produtor na busca de balizas adicionais para o comportamento futuro do FOMC. Saiu fortalecido o consenso de que restam três altas de juros em 2018: quando nada muda, nada muda. Segue o jogo.

À bonança no front econômico se contrapôs o sobressalto político com a demissão do Secretário de Estado Rex Tillerson. Preocupações são de mudanças em temas sensíveis como diplomacia e estratégia econômica.

Com Trump na presidência, ninguém morre de tédio.

Trocando de paralelo

A reputação da GP Investimentos à precede, e é consenso o primoroso trabalho da gestora na transformação da Cemar no que hoje conhecemos por Equatorial Energia (EQTL3).

Seis anos após deixar a empresa, o grupo parece estar disposto a trocar de paralelo – sai a Linha do Equador, entra o Trópico de Capricórnio: o interesse seria na participação da AES no capital da Eletropaulo (ELPL3), cujo follow-on deve ocorrer em muito breve.

Se confirmado o movimento, serão altas as expectativas de choques de gestão na distribuidora.

Indústria 4.0?

Cachorro mordido por cobra tem medo até de linguiça. Já foram tantos programas de incentivo com benefícios concretos duvidosos que, francamente, me tornei condicionado a sempre ter meus quatro pés atrás quando algo do gênero é anunciado. Mas vai que… não é verdade?

O governo federal lança hoje um pacote de incentivos à modernização do parque fabril nacional chamado “Indústria 4.0”, que visará destinar até R$8,6 bilhões em financiamentos a empresas e zerar a alíquota de importação de robôs. O grosso da grana virá de BNDES. FINEP e Banco de Amazônia também integram o pool.

(Mas cá entre nós… no final do dia, sabemos bem quem pagará a conta dos juros subsidiados, não é mesmo?)

O intento é apoiar a modernização de fábricas, além da produção de máquinas e sistemas de automação. Pois bem: quem ganhar com isso?

Dentre as empresas listadas, Romi (ROMI3) e WEG (WEGE3) são as candidatas naturais. O efeito sobre

a primeira pode ser superior, pura e simplesmente em virtude do imenso porte da segunda.

[Atenção: sou detentor de ações WEGE3]

 

Desde os tempos do confessionário

Eu gosto do segmento de malls, muito especialmente num contexto de retomada de atividade e queda de juros como este que vivemos. Até aí, nada muito original da minha parte: o espaço para discussão, talvez, esteja na predileção por ativos específicos.

Enquanto a maior parte do mercado dedica sua atenção aos ativos mais badalados – Multiplan (MULT3), BRMalls (BRML3) e Iguatemi (IGTA3) – e, mais recentemente, a Aliansce (ALSC3) em função de potencial evento societário, venho há muito tempo, pacientemente, acompanhando Sonae Sierra (SSBR3).

(Quem já me acompanhou ao confessionário há de lembrar)

De lá para cá, nada a reclamar – pelo contrário: a companhia acaba de divulgar, em seus resultados do 4T17, o maior FFO de sua história.

Quiçá seja questão de tempo até que o mercado reduza o desconto que lhe impõe em relação aos pares.

[Atenção: sou detentor de ações SSBR3]

 

Ricardo Schweitzer, CNPI

Em observância à ICVM 483, declaro que i) as recomendações constantes no presente relatório de análise refletem única e exclusivamente minhas opiniões pessoais e foram elaboradas de forma independente e autônoma; ii) não possuo vínculo com pessoa natural que trabalhe para o emissor de qualquer valor mobiliário mencionado neste relatório; iii) sou titular dos seguintes valores mobiliários mencionados neste relatório: SSBR3; WEGE3; iv) não estou envolvido, direta ou indiretamente, na aquisição, alienação ou intermediação dos valores mobiliários objeto deste relatório; v) não tenho qualquer interesse financeiro em relação a qualquer dos emissores objeto deste relatório.

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por Ricardo Schweitzer
em 14/03/2018 para Nord Insights

Possui 14 anos de experiência no mercado financeiro. Antes de fundar a Nord Research passou pela Adviser Asset, Fundação CEEE, Sicredi Asset, Votorantim Corretora e Empiricus Research. Formou-se em economia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul.

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