Rodovias: tráfego voltando ao normal

Desde o início da pandemia, CCR (CCRO3) e Ecorodovias (ECOR3) passaram a divulgar os dados de tráfego de suas concessionárias semanalmente  prática que era feita mensalmente , a fim de aumentar a visibilidade das suas operações ao mercado.

Logo no início do isolamento social, as rodovias administradas pela CCR mostraram uma queda abrupta em termos de veículos equivalentes na comparação anual, saindo de um tráfego estável na semana de 13-19 de março para -34 por cento em 27/março a 2/abril.

Desde a pior semana de abril, com queda de -37 por cento, o tráfego vem se recuperando gradualmente, até atingir novamente a estabilidade nesse início do mês de setembro, refletindo, ainda, a resiliência dos veículos pesados durante a pandemia. A notícia é boa e contribui para uma evolução no tráfego do ano, que acumula uma queda de apenas -10,5 por cento em relação a 2019.

Da forma semelhante, a Ecorodovias passou a divulgar seus dados de volume de tráfego acumulado semanalmente, a partir de 16 de março. Até a primeira quinzena de setembro, a queda acumulada desde o início da pandemia atingiu -11,4 por cento em relação ao volume de veículos equivalentes no mesmo período de 2019, valor muito semelhante ao apresentado pela CCR.

Apenas em termos comparativos, o índice mensal divulgado pela ABCR (Associação Brasileira de Concessionárias de Rodovias), que consolida os dados de 51 concessionárias no país, apresentou uma queda de -10,6 por cento no mês de agosto (vs. agosto/2019), acumulando -17,8 por cento desde o início do ano, sendo -22,3 por cento para veículos leves e -4,0 por cento para pesados.

Os números das duas companhias, com operações concentradas no sudeste,  mostram a resiliência de seus portfólios quando comparados ao índice ABCR. Mais ainda, ao analisarmos outros setores da economia, as concessões rodoviárias comprovaram sua resiliência e continuam sendo bons ativos para se ter na carteira.

No entanto, assim como todas as ações, existem diversos fatores a serem ponderados: preço, perspectivas operacionais e de rentabilidade, novas oportunidades de crescimento, entre outros, trabalho que é feito constantemente nas carteiras do Nord Small Caps e Nord Dividendos.


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