Regra de Bolso de Onde Investir

Giro do mercado

O Ibovespa fechou a quarta-feira em alta de 1,44 por cento aos 105.605 pontos seguindo o bom humor dos mercados ao redor do mundo e com resultados melhores do que o esperado de empresas brasileiras.

O Santander, que sempre inaugura a temporada de resultados dos bancos  e por isso se tornou um termômetro do que esperar dos resultados do setor —, apresentou resiliência em linhas importantes do negócio, além de uma margem financeira bruta acima das expectativas.

Por conta disso, afastou os temores de maior deterioração dos ativos do banco e fez suas ações dispararem quase 4 por cento no dia.

Na carona, levou os outros bancos listados. As ações do Bradesco se valorizaram mais de 3 por cento, Banco do Brasil e Itaú mais de 2 por cento.

Hoje ainda teremos a publicação de balanços de empresas de peso no índice, como o próprio Bradesco, Ambev, Usiminas (antes da abertura) e Petrobras (depois do fechamento).


Para quem gosta de estar atualizado com as notícias do mercado, sugiro acompanhar o trabalho impecável que a Danielle tem feito à frente do Telegram da Nord, com notinhas diárias dos fechamentos das bolsas no Brasil e nos Estados Unidos, e com os principais resultados das empresas listadas.


A inscrição é 100 por cento gratuita.


Para quem já é assinante de algumas séries premium da casa (Anti-trader, Small Caps, Deep Value e Nord Global), é importante não deixar de se cadastrar nos respectivos canais no Telegram, pois os analistas têm feito um acompanhamento mais detalhado dos resultados e quais os impactos nas ações recomendadas.


O passo a passo está na área do assinante de cada uma das séries.


Retrospectiva 2020


Incrível pensar que depois de tudo que passamos nos últimos meses a bolsa acumula uma queda de apenas 8 por cento em 2020.


Não fossem os bancos, que acumulam quedas da ordem de 30 por cento no ano (SANB11 -34 por cento, BBAS3 -31 por cento, BBDC4 -25 por cento e ITUB4 -21 por cento), e que juntos compõem de 1/3 do Ibovespa, já poderíamos estar mais próximos dos 116 mil pontos do início do ano.


Mais um sinal de que o mercado incorporou de vez a expressão cash is trash (caixa é um lixo).


Em bom português, isso significa que com as taxas de juros tão baixas, o dinheiro em caixa não rende absolutamente nada e, por consequência, há um fluxo enorme para investimentos como as ações.


Basta ver o que aconteceu com a taxa juros de 10 anos dos Estados Unidos que atingiu uma nova mínima, negociando agora a -0,95 por cento. Isso significa que se você aplicar 100 dólares em títulos americanos vai receber de volta, após 10 anos, algo em torno de 90 dólares.


Fonte: Bloomberg


Regra de bolso de Onde investir


Aqui na Nord, de certa maneira, já estamos adotando o cash is trash desde janeiro de 2019, quando apresentamos a tese: Morte da Renda Fixa.


Nosso alerta naquela altura era de que a renda fixa, na forma como vinha sendo usada nas últimas décadas pelos poupadores brasileiros, estava sacramentada.


Para tanto, recomendamos que a parcela da carteira dedicada a títulos prefixados e indexados à inflação, desse espaço para uma alocação marginalmente maior em ações de empresas que são boas pagadoras de dividendos.


Como referência, a carteira do Nord Dividendos apresentou performance de 21,42 por cento desde janeiro de 2019...


O que a gente observou, de lá para cá, é que o cenário se mostrou ainda mais propício para essa mudança na carteira.


Os juros curtos sinalizam uma SELIC ainda mais baixa no curto prazo, e os juros longos, apesar da curva bem inclinada, não oferecem uma assimetria convidativa.


A vantagem de comprar ações de empresas que atualmente pagam um yield maior do que as taxas de juros de longo prazo, é que as empresas têm capacidade de melhorar seus resultados ao longo do tempo, e por isso o yield tem espaço para ser maior.


No final do dia, o mapa que eu gostaria que todo investidor tivesse na cabeça é:


Pense na sua carteira dividida em 3 partes.


A primeira, com baixo risco, horizonte de curto prazo (0 a 36 meses) e retorno esperado em torno de 2 por cento (CDI).


Reserva de Emergência em um fundo tesouro SELIC Simples (de 3 a 12 meses dos gastos mensais, a depender do perfil e previsibilidade de renda).  Esses fundos estão disponíveis nas corretoras: BTG, Orama, Pi e Rico. Parece que a XP, finalmente, se rendeu e deve oferecer um fundo taxa zero em breve.


Para quem quiser apimentar um pouco a renda fixa, ainda dá para encontrar CRIs e CRAs de boas empresas pagando algo em torno de 130 por cento. Nada de sair comprando qualquer título só porque a taxa é maior. Na dúvida, pergunte para a Marilia no canal do Telegram do Renda Fixa PRO.


A segunda, com médio risco, horizonte de médio prazo (3 a 5 anos) e retorno esperado de CDI mais 5 por cento ao ano (total de 7 por cento).


As classes que melhores se encaixam para essa parcela da carteira são os fundos multimercados e os fundos imobiliários.


Em FIMs, eu e o Luiz fizemos uma análise bastante criteriosa dos fundos da indústria e selecionamos somente aqueles gestores que têm mostrado consistência em gerar retornos dessa ordem. Minha convicção com a série é tanta que, no último relatório, eu abri a minha carteira pessoal de investimentos. Eu invisto uma parcela relevante do meu patrimônio nos mesmos fundos recomendados.


Em FIIs, daqui a algumas semanas lançaremos a série que será tocada pelo Marx. Aguentem firme, só mais um pouquinho.


A terceira, com alto risco, horizonte de longo prazo e retorno esperado de 10 a 20 por cento ao ano.


Ações de dividendos, Ações de valor, Fundos de Ações e Ações internacionais.


Para quem topa ser mais "mãos à obra", e tem um perfil mais arrojado, indico a carteira de ações de valor, Small Caps e ações internacionais.


Para quem está começando e tem um perfil mais conservador e menos disponibilidade de acompanhar as publicações, ações de dividendos e fundos de ações.


Veja, 1/3 do patrimônio em cada estratégia é até uma boa referência para você encontrar  sua carteira ideal.


Eu poderia mostrar vários modelos de alocação sugerida por perfil de investidor, mas eu acredito que a carteira ideal é bem pessoal, apenas o próprio investidor consegue montá-la da melhor maneira.


No máximo, o que podemos tentar passar aqui são referências.


Quem é mais conservador, por exemplo, poderia ter mais renda fixa, mais FIIs e FIMs, e um pouco menos de bolsa.


Quem está mais para moderado poderia ter apenas o essencial na renda fixa, e concentrar o restante em ativos de renda variável.


Quem é mais arrojado e com horizonte de longuíssimo prazo poderia ter apenas a reserva emergência e o resto em bolsa.


A regra mais importante é entender dos riscos e estar preparado para os solavancos em cada uma das classes de ativos. Só tenha em bolsa aquilo que você aguentaria ver se desvalorizar 50 por cento em um curto espaço de tempo. Depois de um ano como este, nem preciso dizer que isso acontece de tempos em tempos.


Por fim, deixo aqui o convite para participarem da live de hoje. O Ricardo passará a visão dele sobre o quanto ele acredita que vale a nova Oi.




Em observância ao Artigo 22 da Instrução CVM nº 598/2018, a Nord Research esclarece que oferece produtos contendo recomendações de investimento pautadas por diferentes estratégias e/ou elaborados por diferentes Analistas. Dessa forma, é possível que um mesmo valor mobiliário encontre recomendações distintas em diferentes produtos por nós oferecidos. As indicações do presente Relatório de Análise, portanto, devem ser sempre consideradas no contexto da estratégia que o norteia.


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por Renato Breia
em 30/07/2020 para Nord Insights

Possui 15 anos de experiência no mercado financeiro. Antes de fundar a Nord Research passou pela Link Corretora, Galleas Asset, Rico Corretora e foi sócio da Empiricus Research. Formou-se em economia pela PUC-SP, tem especialização em Gestão de Fortunas pela Columbia University e é Planejador Financeiro, CFP®.

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