Real Estate: a mão forte, agora, é compradora

Agora, com casa arrumada e planetas se alinhando, a CCP dá sinais reiterados de que voltará às compras.

Fazia tempo que esperava por ouvir essa: depois de um longo período de amargura, o mercado de locação comercial dá sinais de recuperação latentes a ponto de surgirem apostas de retomada no preço do aluguel. Quem puxa o coro é a consultoria Colliers International, em referência ao mercado paulistano.

A recuperação teve início em 2018, liderada pelos eixos Faria Lima e Juscelino Kubitschek e pelo bairro do Itaim Bibi, e deve se espraiar para outras regiões da cidade ao longo deste ano, principalmente se as perspectivas econômicas para mais adiante seguirem no rumo que estão.

O ânimo faz eco na CCP (CCPR3), que integra a carteira do Valor Extremo.

Recapitulando: primeiro a empresa teve um período de desinvestimentos - descobriram, afinal, que os galpões não eram um bom negócio. Depois, um período de zero-a-zero: compra aqui, vende ali e vai renovando o portfólio enquanto resolve a alavancagem financeira.

Agora, com casa arrumada e planetas se alinhando, a CCP dá sinais reiterados de que voltará às compras. O foco é em escritórios “A” e “Triple-A” na capital paulistana. O objetivo é chegar a 2022 com escritórios respondendo por 60 por cento de seus ativos - e 40 por cento em shopping centers, invertendo o quadro do retrato do ano de 2018.

CCP é o típico caso de empresa que, por um longo período, ficou esquecida. Vitimada por um momento de mercado desfavorável e de atuação muito mais discreta que, por exemplo, a BR Properties (BRPR3), suas ações ficaram simplesmente “largadas”.

Como não há mal que para sempre dure nem bem que nunca se acabe, eis que chegou novamente a sua vez. Esta improvável aposta entregou, até aqui, quase 50 por cento de retorno desde sua recomendação - em setembro último.

Sem precisar olhar para Trump, Bolsonaro, nem China. Completamente alheia ao vai-e-vem diário do pregão. Silenciosamente, avançou.

Às vezes o mercado dá boas chances em empresas sadias, porém “fora de moda”. Noutras ocasiões, situações complexas de reestruturação escondem potenciais relevantes de valorização. E que bom que é assim: a busca de oportunidades dessa natureza é a razão de ser do Valor Extremo.

Em observância à ICVM 598, declaro que as recomendações constantes no presente relatório de análise refletem única e exclusivamente minhas opiniões pessoais e foram elaboradas de forma independente e autônoma.

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por Ricardo Schweitzer
em 12/03/2019 para Nord Insights

Possui 12 anos de experiência no mercado financeiro. Antes de fundar a Nord Research passou Adviser Asset, Fundação CEEE, Sicredi Asset, Votorantim Corretora e Empiricus Research. Formou-se economista pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul.

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