Quem avisa amigo é

Uma janela de oportunidade está se fechando

Ainda dá para entrar?

O bull market exerce algumas influências sobre as pessoas. Uma delas, sem dúvida, é a capacidade de deixar o investidor mais confiante à medida que os preços se valorizam.

São incontáveis as vezes que recebo questionamentos do tipo: "ainda vale a pena investir em XXXX3?"

Geralmente, XXXX3 é a ação que mais subiu nos últimos dias. Não há como lutar contra esse sentimento. É da natureza humana.

Adianto-me aqui: via de regra, quando muita gente começa a perguntar se ainda vale a pena comprar XXXX3, a resposta é não. Já foi. C’est fini. Babaus.

O que me resta – e uso o espaço desta newsletter para isso – é avisar você a respeito de janelas que estão se fechando, para que sua decisão possa ser tomada antes de que aquela sensação de “oportunidade perdida” tome conta de você.

Ou seja: quero evitar que, com relação a essas Ações, você venha depois — tardiamente — perguntar se ainda dá para entrar…

Morte anunciada

A depender de há quanto tempo você me acompanha, deve lembrar que, no começo de 2019, a Nord Research decretou o Fim da Renda Fixa.

O que víamos, naquela ocasião, era uma tendência continuada de queda dos Juros e, consequentemente, uma relação risco-retorno ruim para títulos públicos e privados de crédito num futuro próximo. Conclamamos, então, que nossos assinantes buscassem alternativas para melhor rentabilizar parte de seu patrimônio até então alocado naquela classe de ativos.

Uma das alternativas que apontamos eram as Ações pagadoras de Dividendos, que, na Nord, estão em uma das séries das quais eu cuido.

Os dois vetores

Nosso racional consistia de dois vetores:

O primeiro vetor era a queda persistente das taxas dos títulos de Renda Fixa, que faria com que o mercado ajustasse, via valorização das Ações, os yields das pagadoras de Dividendos.

Cabe um parênteses: yield é percentual resultante da divisão do dividendo pago pelo valor da ação. Se uma Ação paga 1 real de dividendo por ano e está negociada a 10 reais, seu yield é de 10 por cento. Prossigamos.

Com juros na casa de 6 por cento ao ano, uma Ação com um yield de 10 por cento não deveria continuar assim por muito tempo: com a valorização dos ativos, o yield seria comprimido – garantiria o retorno gordo quem se posicionasse antes.

O mercado ajustaria essa "distorção", fazendo o investidor em Ações que pagam bons Dividendos ganhar também com a valorização dos papéis – não apenas com proventos recebidos.  

O segundo vetor consistia no aumento dos lucros das Empresas, que elevaria os Dividendos a pagar.

Os últimos anos foram difíceis para a maioria das Companhias. Com atividade econômica muito deprimida, muitas delas tiveram que cortar na carne para sobreviver: racionalizaram custos e despesas, otimizaram capital de giro, postergaram planos de investimentos…

Um efeito benéfico disso, entretanto, é que num momento de retomada econômica as Empresas estão extremamente bem-ajustadas. E crescimentos de vendas se convertem quase que diretamente em crescimento de Lucros – e, por conseguinte, de Dividendos.

Assim, aquela Ação negociada a 10 reais que pagaria 1 real em Dividendos passaria a pagar 1,50, 2,00 reais… e, consequentemente, o yield de 10 por cento se transformaria em 15, 20 por cento...

Conceba, agora, a dimensão do efeito da combinação desses dois vetores sobre as Ações pagadoras de Dividendos.

De um lado, os lucros subindo. Do outro, os yields caindo.


A má e a boa notícia

Pois bem. Vamos primeiro às más notícias:

A atividade econômica está se recuperando a um ritmo substancialmente mais lento do que inicialmente esperado. Isso significa que, pelo menos para 2019, a expansão de Lucros das Empresas não deve ser tão grande assim.

Este é nosso sentimento às vésperas do início da temporada de divulgação de resultados do 2T19.

Por outro lado, nossas expectativas de compressão dos yields em função da queda dos Juros estão se concretizando totalmente. E, como consequência, muitas das recomendações da nossa Carteira já apresentam, no ano, valorização expressiva.

Eis a conclusão: se a tendência de compressão dos yields em reflexo à queda dos Juros continuar e, por outro lado, os Lucros das Empresas continuarem com evolução tímida, então as oportunidades em Dividendos oferecendo altos yields vão se tornar cada vez mais escassas.

Janela fechando

Doze Ações já passaram pela Nord Dividendos.

Em duas, já encerramos as recomendações – com ganhos expressivos, diga-se de passagem. Quem acreditou que Ação de Dividendos só fica de lado deixou de ganhar mais de 40 por cento em prazos relativamente curtos.

Quatro já negociam em patamares nos quais entendemos que novos aportes não são tão atrativos assim – e, por isso, têm recomendação de Manter.

Isso significa que restam, no nosso entender, apenas seis Ações com yields atrativos para se investir agora.

Sim, estamos permanentemente em busca de mais oportunidades. Mas nossa opinião, neste momento, é que restam somente seis boas alternativas que ainda guardam um potencial de crescimento alinhado com os níveis que esperamos.

Em suma: a janela de oportunidade para se investir em Ações pagadoras de Dividendos sobre a qual falamos no começo deste ano está se fechando.

E, cá entre nós, fechando rapidamente. Já já antevejo uma torrente de e-mails perguntando se ainda dá para entrar.

E a resposta você já sabe.


Aja – mas aja AGORA

Um conselho: caso você ainda não esteja satisfeito com a parcela do seu capital que está alocada em Dividendos, tome uma providência logo.

O mercado não vai esperar por você.

Considere mover parte daquela sua aplicação que não vai render nem 5,5 por cento, em breve, para ativos mais arrojados.

A série Nord Dividendos tem as Ações que considero ideais para este momento.

O relatório mais recente saiu na noite de ontem. Está fresquinho. E ainda tem oportunidades para comprar.

Ainda.

Quem avisa amigo é.


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por Ricardo Schweitzer
em 18/07/2019 para Nord Insights

Possui 13 anos de experiência no mercado financeiro. Antes de fundar a Nord Research passou Adviser Asset, Fundação CEEE, Sicredi Asset, Votorantim Corretora e Empiricus Research. Formou-se economista pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul.

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