Siga em frente

Pré-pascoa

A madrugada foi relativamente tranquila do outro lado do globo, e o mesmo clima ameno se estende ao Velho Continente nas primeiras horas da manhã da última sessão de trading da semana.

Futuros gringo e tupiniquim abrem em alta.

Permitamo-nos amanhã, talvez, que as agruras do sobe-e-desce das bolsas e o reluzir hipnótico das cotações dê espaço a alguma reflexão sobre o sentido mais profundo disso tudo. Talvez.

 

Corridinha

Mas antes de comermos bacalhau, tem mais uma rodada de correria no mercado de juros hoje.

Primeiro, espaço para reação ao anúncio do corte do compulsório, realizado ontem à noite. Grosseiramente falando, isso é afrouxamento monetário tal qual corte de juro – o que, numa visão um tanto engenhosa, corrobora a tese de que havia espaço para medidas adicionais aos recém-cortados 0,25 pontos da Selic.

Aí a questão é se resta mais alguma coisa a fazer ou não – que era a pergunta que o mercado vinha se fazendo desde a última decisão, e que um duende também soprava no ouvido deste escriba com certa insistência. Bem… talvez, agora, comecemos a caminhar sobre gelo muito fino.

De qualquer forma, hoje também tem Relatório Trimestral de Inflação. E Ilan dá entrevista às 11h. Tudo food for thought nessa seara.

 

Make America Great Again – Too Great?

Nossa discussão de juros tem seu espelho perfeito nos Estados Unidos neste exato momento: o dado revisado do PIB do 4T, divulgado ontem, foi ao mesmo tempo uma surpresa positiva e um sinal amarelo: crescimento ao ritmo de 2,9 por cento, por lá, de fato parece too good to be true, e a sensação de que uma política monetária mais ativa pode ser fazer necessária já já vem crescendo.

Faz eco precisamente a este discurso o Fed Boy de Atlanta, Raphael Bostic.

E o fato de Trump vociferar na direção contrária, prometendo acelerar ainda mais a atividade com seu plano de infraestrutura, não ajuda a acalmar os ânimos – aliás, por definição Trump nunca acalma ânimo algum; é uma força da natureza.

Sempre lembrando que os juros por lá ditam o custo de oportunidade de todos os demais ativos: 1/X. Vale ficar atento.

 

O Investidor de Valor

Como você analisa ações? – essa é uma das perguntas que um analista mais frequentemente recebe. E, francamente, nunca encontrei dois cujas respostas fossem exatamente iguais – e exatamente por isso é interessante entender a maneira como cada um trabalha.

Meu caríssimo Bruce Barbosa se propôs a resumir, tanto quanto possível, sua maneira de pensar, e apresentar no Investidor de Valor desta semana. Uma bela leitura para o feriadão de Páscoa.

Baixe o seu gratuitamente aqui.

 

“Liberaloide”

Paulo Rabello de Castro, presidente do BNDES, desentendeu-se com Persio Arida e o xingou de “bruxo financista espoliador” e “liberaloide”.

É ou não é uma mente brilhante?

Francamente… se tivesse chamado de feio, bobo, chato, cara-de-mamão tinha ficado menos feio.

PRC será exonerado do banco no sábado, pois deve concorrer à Presidência pelo PSC. É cotado para substitui-lo Mansueto Almeida – que upgrade extraordinário este.

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por Ricardo Schweitzer
em 29/03/2018 para Nord Insights

Possui 14 anos de experiência no mercado financeiro. Antes de fundar a Nord Research passou pela Adviser Asset, Fundação CEEE, Sicredi Asset, Votorantim Corretora e Empiricus Research. Formou-se em economia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul.

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