Pode cobrar o quanto quiser

Na semana passada foi anunciado pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED) que os medicamentos isentos de prescrição (OTC) não terão mais os seus preços regulados pelo governo.


Os medicamentos isentos de prescrição são aqueles aos quais nós temos livre acesso nos balcões das farmácias, sem a necessidade de uma receita médica, como antigripais, relaxantes musculares e analgésicos.


Logo no início do mês de março, a Hypera (HYPE3) anunciou a compra da Takeda na América Latina pelo valor de 825 milhões de dólares.


O portfólio da companhia adquirida conta com 18 medicamentos do tipo OTC, incluindo marcas muito conhecidas como: Neosaldina, Dramin, Eparema e Nebacetin.


Após a aquisição, a Hypera tornou-se a maior empresa farmacêutica no país, com market share em torno de 9 por cento e faturamento de 5,8 bilhões de reais por ano.


Especificamente, no segmento de medicamentos isentos de prescrição, a Hypera alcança 20 por cento de market share, com vendas de 1,9 bilhão de reais por ano.


Vemos a liberação de preços pelo governo como marginalmente positiva para o setor e para a Hypera.


As ações da empresa acumulam uma perda em torno de 7 por cento neste ano, frente à queda de 28 por cento no Ibovespa, mostrando a resiliência do setor de saúde em tempos difíceis para o mercado.


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por Cesar Crivelli
em 16/03/2020 para Nord Insights

Iniciou sua carreira na área de análise de uma corretora independente e posteriormente integrou a equipe de Equity Research do Citibank, tesouraria da GM no Brasil e trabalhou em uma startp-up em Boston por dois anos, onde era responsável por M&A e expansão em novos negócios.

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