PETR: Uma questão de paciência

Foram veiculadas, recentemente, algumas notícias em relação à venda das Ações remanescentes da Petrobras (PETR4) na BR Distribuidora (BRDT3).


Isso já foi notícia em janeiro deste ano... e não passou de “fake news”. Lembro que estava prestes a comentar com os assinantes o noticiário quando, na mesmíssima hora, a Companhia divulgou um comunicado desmentindo a matéria.


Pois o futuro repetiu o passado…


Ontem aventou-se que a Petro pretende vender sua participação de 37,5 por cento na BRDT — avaliada, a mercado, em cerca de 10 bilhões de reais — ainda no segundo semestre deste ano, possivelmente por meio de um follow on.


E, mais uma vez, lá veio a Petro se manifestar: limitou-se a dizer que a venda está em estudo; que dependerá de condições de mercado e que não tem data definida para acontecer. A intenção existe, mas não está definido nem quando, nem como — igualzinho, aliás, ao que já foi sinalizado com relação à Braskem (BRKM3).


Até o momento, a situação de liquidez da Petro é suficiente para os desafios de curto prazo. Seria bem-vinda a venda? Seria. Mas a administração mostra que entende a diferença entre o preço e o valor dos seus ativos — e, por conta disso, espera pacientemente pelo melhor momento para realizar seus desinvestimentos.


Mesmo com o mercado de óleo e gás ainda amargando as quedas do preço do petróleo e da retração da demanda em função da pandemia, a Companhia segue lançando seus prospectos de venda de outros ativos non-core.

Saudamos os esforços na geração de valor do atual management e pactuamos da mesma paciência da Petrobras com as nossas teses: preservados os fundamentos, preferimos vender na alta. É tudo uma questão de paciência e percepção de valor.


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por Matheus Amaral
em 18/06/2020 para Nord Insights

Iniciou sua carreira como auditor e consultor na Ernst & Young, onde permaneceu por cinco anos.

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