PETR: Nas mãos do STF

Ainda está sendo discutido no STF o questionamento levantado pelo Congresso sobre a venda das refinarias da Petrobras (PETR4). O processo de venda dos ativos de refino já estava voltando a ser tocado após a retomada do mercado de Óleo & Gás.


A Petrobras comunicou que recebeu três propostas para a Repar (localizada no Paraná), que será a segunda refinaria a ser vendida após a Rlam (localizada na Bahia), que está em vias de assinatura do contrato de venda com o fundo Mubadala. Dentre as empresas que fizeram a oferta figuram: Ultrapar (UGPA3), consórcio liderado pela Raízen (Cosan e Shell) e a China Petroleum and Chemical Corporation.


O Supremo começou a discutir na sexta-feira (18), com um voto contrário à Companhia do relator Edson Fachin. Contudo, a Petro está bem amparada, com base em determinação do CADE para abertura do mercado de refino e gás natural, além de seguir a cartilha do TCU para a constituição e segregação das subsidiárias para a venda.


Se eu pudesse esperar alguma decisão do STF, talvez seria em linha com a última já feita em 2019, que autorizava a venda de subsidiárias sem autorização do Congresso.


A venda das refinarias é importante não apenas para a Petrobras, que precisa reduzir seu endividamento e focar nas atividades de Exploração e Produção, mas para o desenvolvimento e abertura do mercado de refino no país, que ainda é monopolizado pela Companhia.


PETR está seguindo o caminho certo para ficar cada vez mais rentável e resiliente às oscilações bruscas do preço do petróleo. Sua última revisão de portfólio, que trouxe projeções de redução de Capex e foco nas atividades em projetos com breakeven de 35 dólares por barril, mostra o rumo que a Companhia quer tomar.


Uma das ações mais acompanhadas do mercado, dando oportunidade de barganha, pode e deve fazer parte do nosso acompanhamento no Nord Deep Value.


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por Matheus Amaral
em 22/09/2020 para Nord Insights

Especialista em finanças e mercado de capitais pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), atuou como auditor de fundos de investimento e consultor em instrumentos financeiros na Ernst & Young por 5 anos. Após, integrou a equipe de equity research da Toro Investimentos. Ingressou na Nord Research em outubro de 2019, como parte do time do Nord Deep Value.

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