Paciência é uma arte

O mundo anda bem diferente já faz um tempo.

O mundo anda bem diferente já faz um tempo.


Lembro-me bem da década de 90. Naquela época usávamos orelhões para ligações telefônicas; alugávamos filmes em locadoras de bairro; agendávamos corridas de táxi com antecedência para compromissos importantes.


Atualmente o tempo parece passar mais rápido, apesar de saber que isso é impossível. Meu sentimento é de que tudo tem que ser instantâneo nos dias de hoje.


Sim, o mundo está bem diferente. Evoluiu. Temos o WhatsApp, que nos gera uma ansiedade em receber e responder as mensagens. O Netflix veio para mudar o modo como nos relacionamos com filmes e séries – não gostou? Procura outra opção; basta um clique. O Uber, então, nem se fala: se o tempo de espera é maior do que 5 minutos, cancela e chama outro.


Poderia citar muitos outros exemplos, mas acho que já me fiz entender...


Vivemos em uma época marcada pela ansiedade.


No mercado financeiro, as coisas não são diferentes. A cada segundo temos um novo preço para os ativos que são negociados, sejam eles Ações, Moedas, Commodities, títulos de Renda Fixa ou o que quer que seja.


Para o bem e para o mal, isso representa liquidez, que é fundamental para o mercado. Mas também se traduz em aflição, principalmente para aqueles investidores que ficam constantemente ligados nas cotações desses ativos, através do home broker ou aplicativos de celular.


Só posso dizer que, na maioria dos casos, a ansiedade é inimiga do investidor e da geração de riqueza no longo prazo.



É preciso ter paciência – e cultivar a paciência é uma verdadeira arte.


Leva tempo para que os resultados positivos da economia fluam para as empresas, se reflitam nos preços das Ações e, posteriormente, se transmutem em distribuição de lucros aos acionistas.


E eis que nós, que vivemos imersos em um mundo cada vez mais imediatista, nos vemos diante do desafio de contrariar todos esses impulsos… e aprender a esperar.


Para os mais afoitos, aqui vai uma boa notícia: existe solução para esse “problema”!


Se você tem necessidade de “ver” rendimentos no curto prazo, essa questão pode ser mitigada: créditos em sua conta corrente em forma de dividendos ou juros sobre capital próprio.


Abaixo temos o exemplo do Bradesco, cuja remuneração ao acionista é mais previsível que um relógio suíço. Notem nesse exemplo, que compreende o período dos últimos três anos, a constância de pagamentos de juros sobre capital próprio (JCP) e dividendos.


A screenshot of a cell phone

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No caso específico do Bradesco, o pagamento de JCP (juros sobre capital próprio) é mensal. Já os dividendos são normalmente distribuídos nos meses de junho e dezembro.


Vamos a um breve exercício:


  1. Um determinado investidor aplicou, no último pregão de 2016, o montante de R$100.000 nas ações do Bradesco (BBDC4), pagando o valor de 17,83 reais por ação, adquirindo assim aproximadamente 5.608 ações.

  1. Esse mesmo investidor, ao receber os proventos (dividendos e JCP), utilizou os recursos para comprar mais ações do banco. Notem o efeito “bola de neve” que o reinvestimento dos proventos possui, pois a cada mês você terá mais ações e receberá mais proventos quando do próximo pagamento.

O resultado foi um ganho anualizado perto de 30 por cento, como mostra a tabela abaixo. Vale ressaltar que esse lucro foi fruto do reinvestimento dos proventos em novas Ações, bem como da valorização das ações ao longo do tempo.



A screenshot of a cell phone

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Como acreditamos que a diversificação dos investimentos é algo fundamental – nunca coloque todos os ovos na mesma cesta – não recomendaríamos o investimento em um único ativo, mas, sim, em diversos deles.


Procuramos empresas que, recorrentemente, pagam bons proventos e com boas perspectivas de longo prazo.


No gráfico abaixo, comparamos o desempenho entre o IBOV e o IDIV (Índice de dividendos publicado pela B3). No longo prazo, o efeito fica a favor do IDIV, que abriu vantagem de cerca de 10 por cento em relação ao IBOV.

A close up of a map

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Essa é a filosofia do Nord Dividendos: conduzimos um criterioso estudo das Ações que têm mais potencial para distribuir proventos aos acionistas no médio prazo.


E os frutos vêm: mesmo em um ano de boas perspectivas para a bolsa como um todo, nossa carteira está entregando desempenho superior ao IBOV.


Sem loucuras no curto prazo. Sem acompanhamento frenético do mercado. Sem noites sem dormir.


Investir pode ser uma arte suave.


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