O queixo não é tão duro assim

Deterioração do sentimento global começa a mostrar a cara

Pausa no rally

Após um bom tempo de folga, preocupações acerca do crescimento econômico global e das idas-e-vindas nas negociações comerciais entre Estados Unidos e China voltaram ao radar nos últimos dias. Sob esse tema, equities globais caminham para sua primeira queda semanal desde meados de dezembro.



Especificamente hoje, a madrugada foi de perdas na Ásia. Na Europa, o bom desempenho de ações de consumo está “segurando” os benchmarks e mantendo tudo próximo ao zero-a-zero. Futuros de NY apontam para queda.


Enquanto escrevo estas linhas, Ibovespa Futuro ainda dorme. Prevalece, contudo, a ideia de que o queixo duro que, noutros momentos, subiu ignorando solenemente o exterior não é mais tão duro assim.

O rabo e o cachorro

Já se começa, novamente, a ouvir algum zunzum sobre excesso de otimismo aqui e acolá. Tem sido bastante positivo o desempenho de mercados emergentes nas últimas semanas, e a crença de que estes possam continuar performando bem aconteça o que acontecer nos mercados desenvolvidos vai se esvaecendo.

É, de fato, o que a história ensina: é o cachorro que abana o rabo, não o contrário.

Assim sendo, o acúmulo de impasses na terra do Tio Sam e a crescente complexidade do cenário político-econômico europeu deveriam, em algum momento, começar a ditar os rumos do mercado com mais força do que fatores locais.

Verdade? Bem… ouso dizer que é meia verdade.


Fluxo é fluxo

Meia verdade porque estamos falando, majoritariamente, de fluxo. E de fato, não acredito em imunidade irrestrita aos humores lá de fora. Se a coisa azedar, o Zé Vendinha volta sim senhor.

Mas uma eventual invertida no fluxo não me preocupa enquanto o fundamento caminhar bem.

Enquanto o problema for medo dos tweets do Trump ou das desventuras de Theresa May, tá tranquilo, tá favorável. O mercado pode até chacoalhar, mas isso representa mais oportunidade do que qualquer outra coisa - a volatilidade é sua amiga, já diria o Bruce.

O cenário externo pode contaminar expectativas por aqui? Pode. O cara vê mercado caindo lá fora, perde o apetite aqui e, só então (ou ex post, para soar mais bonito) busca racionalizar uma explicação: “ah, o investidor está mais cético com a agenda de reformas no Brasil”.

Entende como a carroça vai à frente dos bois aqui?

Entretanto, se o que se apresentar for uma piora de sentimento puxada pelo front externo aliada à manutenção de condições de melhora por aqui… um abraço.

Em janelas de tempo suficientemente amplas para compensar os solavancos inerentes ao caminho, preços acompanham lucros. E, tenho para mim, lucros por aqui são pra cima.


Chacoalhando a roseira

Não acho ruim uma chacoalhada na roseira de tempos em tempos. Serve sempre de lembrete de que o mercado não é molezinha, máquina de fazer dinheiro, fonte da juventude.

E, francamente, em meio a recordes do Ibov - o famoso efeito William Bonner -, começa a ficar cansativa a proliferação de gênios instantâneos. É bom quebrar a cara um pouquinho para aprender a ter humildade. Eu já cumpri minha cota lá atrás.

Tem oportunidade na mesa? Tem sim, mas seletividade é importante.

Não estamos mais num nível de preço no qual a bolsa inteira é uma pechincha. Pelo contrário.

E valor, ao contrário do que sugere o trader que jura de pé junto que ganha operando Ibovespa futuro todo santo dia, importa mais do que preço; mais do que fluxo; mais do que qualquer outra coisa.


Quero que você durma tranquilo

Do lado de cá, seguimos intransigentes na busca de oportunidades atrativas do ponto de vista de valor.

O Bruce, no seu O Investidor de Valor. Eu, no Nord Dividendos. E, de quebra, damos o caminho das pedras para você se beneficiar da expertise dos melhores gestores do país no Nord Wealth.

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Em observância à ICVM 598, declaro que as recomendações constantes no presente relatório de análise refletem única e exclusivamente minhas opiniões pessoais e foram elaboradas de forma independente e autônoma.

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por Ricardo Schweitzer
em 08/02/2019 para Nord Insights

Possui 12 anos de experiência no mercado financeiro. Antes de fundar a Nord Research passou Adviser Asset, Fundação CEEE, Sicredi Asset, Votorantim Corretora e Empiricus Research. Formou-se economista pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul.

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