O Brasil finalmente vai dar certo?

Todo bônus tem um ônus, e você vai precisar se mexer.

Sextando

A despeito das turbulências externas, a turma se empenha para sair de bom humor para o final de semana: madrugada foi positiva na Ásia e, sem descuidar dos desdobramentos do Brexit, mercados europeus se mantêm no azul.

Nos EUA, o shutdown do governo americano chega a seu vigésimo primeiro dia sem solução para o impasse, com atenções ainda à nova tentativa de reaproximação com Pequim.

Por aqui, Ibovespa futuro renova máximas e dólar segue em queda, repercutindo ainda expectativas quanto à futura reforma da previdência. Fica na boca o gostinho de que o Brasil finalmente vai dar certo… será?

Perdeu a gente?

Ontem estivemos ao vivo Marilia, Bruce e eu, discutindo a Morte da Renda Fixa em 2019.

Se você não pôde acompanhar ao vivo, segue o link da transmissão.

Estamos fazendo as vezes de profetas do apocalipse? Longe disso: a mensagem que queremos passar é que, diante das expectativas de melhora dos fundamentos do país, os gordos retornos auferidos na renda fixa nos anos recentes - pelo menos por parte de quem seguiu a Marilia ao invés de ficar no CDB do bancão, ganhando 70 do CDI… - ficaram, infelizmente para trás.

Isso fica bem evidente, diga-se de passagem, nas atuais taxas para investir no Tesouro Direto:

Que dó, que dó, que dó...







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O gigante decola (de novo)...

Tenho para mim que, em condições normais de temperatura e pressão, o juro real brasileiro gira na casa dos 6 por cento. Não há, nessa afirmação, ciência alguma: é convicção formada a partir de evidências empíricas colhidas ao longo de pouco mais de uma década de mercado.

Quando vamos abaixo disso, estamos de fato apostando num Brasil melhor. É a mensagem embutida nesses Tesouros IPCA abaixo dos 5 por cento.

Sabe o que eles me lembram?


Lembra como acabou?


Eu acho que temos, sim, motivos para ficarmos otimistas. Mas é preciso sê-lo com a consciência de que os preços (e, consequentemente, as taxas) caminham na frente; embutem a expectativa.

Tenho para mim que, quando abro o Tesouro Direto, vejo um Brasil que já deu bastante certo. Por outro lado, tenho também que existe uma distância considerável a ser percorrida entre nossa situação atual e esse Nirvana que lá se encontra projetado.

Não é, na visão da equipe da Nord Research, uma posição lá muito confortável: eterna caixinha de surpresa que Pindorama é, sempre pairam os riscos de o caminho ser mais tortuoso que o esperado - ou de descobrirmos que só conseguiremos entregar uma fração das expectativas embutidas em futuro tão inspirador.

Ônus e bônus

As taxas podem fechar mais? Claro que podem. Quiçá caminhemos rumo a um país de 3 por cento de juro real; quiçá os 9 por cento do prefixado possam caminhar até, sei lá, 6.

Tudo pode. A questão é no que você se dispõe a colocar a mãozinha no fogo - ou o dinheirinho no jogo.

Parece-nos claro que o risco de perda (leia-se o espaço que as taxas podem voltar a subir caso algo saia diferente do esperado), a partir do patamar atual, é maior que o de ganho. É apostar reais para ganhar centavos - e não o contrário, que é o ideal.

Tudo na vida tem ônus e bônus. O ônus de caminharmos para sermos um país mais próximo do normal é a queda expressiva dos potenciais de retorno de investimentos com menores riscos.

Que venham as carpideiras do CDI: a mamata parece ter chegado ao fim.


“E” maiúsculo

Se correr o bicho pega, se ficar o bicho come. Se os retornos da renda fixa ficaram anêmicos, como faz?

Não se trata, de forma alguma, de simplesmente largar a renda fixa de mão. Ela é, sempre foi e sempre será importante para controle de risco e para manutenção de um nível saudável de liquidez - não me venha com porralouquice de enfiar tudo na bolsa, pelo amor de Deus.

Mas uma das alternativas é, sim, destinar uma fatiazinha um pouco maior para investir em Empresas.

Empresas com “E” maiúsculo, por favor: negócios consolidados, com comprovada capacidade de geração de lucros e de caixa, endividamento controlado, baixa necessidade de reinvestimento na operação e vontade de sobra de distribuir lucros aos seus acionistas.

Empresas com políticas claras de distribuição de dividendos.


Ganha-ganha

Há um punhado de empresas lá na carteira do Nord Dividendos que, só em dividendos e juros sobre capital, devem pagar nos próximos 12 meses mais do que as melhores taxas do Tesouro Direto hoje.

Isso sem contar e eventual valorização das ações: quem pensa que pagadora de dividendo fica eternamente de lado se surpreende de saber que uma de nossas recomendações se apreciou cerca de 30 por cento em quarenta e poucos dias - contra uma Selic de 6,5 por cento ao ano.

No fundo, no fundo, as pagadoras de dividendos se comportam como títulos que pagam juros periodicamente, mas com um plus a mais: você é remunerado e, de quebra, participa da valorização de negócios saudáveis.

É um ganha-ganha total.


Em tempo...

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Em observância à ICVM 598, declaro que as recomendações constantes no presente relatório de análise refletem única e exclusivamente minhas opiniões pessoais e foram elaboradas de forma independente e autônoma.

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por Ricardo Schweitzer
em 11/01/2019 para Nord Insights

Possui 12 anos de experiência no mercado financeiro. Antes de fundar a Nord Research passou Adviser Asset, Fundação CEEE, Sicredi Asset, Votorantim Corretora e Empiricus Research. Formou-se economista pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul.

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