Não tão feio assim

Ajuste ao exterior pós-feriado é negativo.

Dia de ajuste

A terça-feira foi um dia horroroso nos mercados internacionais, com mau-humor generalizado contaminando de commodities a tech stocks. Com isso, fizemos o caminho de volta do feriado já com a expectativa de uma quarta-feira no mínimo difícil por aqui.

Ibovespa opera em queda. Mas sinceramente? Está menor do que a encomenda, a considerar a carnificina vista ontem em NY.

Hoje, lá fora, dia é de recuperação - reflexo tanto no petróleo quanto nas ações de tecnologia. O front europeu vai bem, obrigado, e movimento se estende ao Novo Mundo.

Decompondo as causas

Primeiramente, petróleo seguiu em queda livre - e a retirada da cessão onerosa da pauta do Congresso em nada ajuda o humor com a idolatrada Petrobras. Somam-se a isso preocupações renovadas com as ações de tecnologia e com a extensão do ciclo de alta de juros nos EUA.

O aperto monetário promovido pelo Copom gringo foi posto em xeque por indicadores muito abaixo do esperado para o mercado imobiliário americano - e vêm, daqui, amargas lembranças da crise do subprime.



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Teremos coisas bonitas pra contar

Mas nossa história não estará pelo avesso, assim, sem final feliz: com o encerramento da temporada de resultados, vem o saldo: a consolidação dos lucros reportados pelas companhias abertas brasileiras aponta um avanço da ordem de 30 por cento em relação ao ano anterior.

Isso, insisto, ainda em meio a um ambiente econômico lúgubre.

Resultado? Nossa bolsa vai ficando mais barata: o denominador do múltiplo Preço/Lucro é crescente; caminha a nosso favor.

Isso traz certa dose de tranquilidade em meio a um momento de recrudescimento no front internacional. Como diria o Bruce, nada se compara a comprar barato.

Solavancos pelo caminho? Provavelmente teremos. Mas temos tudo para deles sair bem.



Perguntar não ofende

Se não me falha a memória, a política de preços vigente para a Petrobras previa o repasse das altas e quedas do preço do petróleo - sendo, portanto, impactada tanto pelo preço do óleo negro quanto pela taxa de câmbio tupiniquim.

Tenho a vaga impressão de o petróleo estar derretendo lá fora, ao passo que nosso câmbio se valoriza em relação à hora mais escura da noite. Quando, então, será anunciada redução de preço nas refinarias?

Em observância à ICVM 598, declaro que as recomendações constantes no presente relatório de análise refletem única e exclusivamente minhas opiniões pessoais e foram elaboradas de forma independente e autônoma.

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por Ricardo Schweitzer
em 21/11/2018 para Nord Insights

Possui 13 anos de experiência no mercado financeiro. Antes de fundar a Nord Research passou Adviser Asset, Fundação CEEE, Sicredi Asset, Votorantim Corretora e Empiricus Research. Formou-se economista pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul.

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