Menos Neymar e mais Brasil

Neymar 0 x 1 Brasil

Antes de começar, preciso confessar uma coisa: nunca fui um grande entusiasta de futebol.


Então, não vou falar estratégia, posicionamento tático ou jogadores específicos.


Quero falar de equipe. Isso me chamou a atenção nos jogos do Brasil dessa Copa América.


Sem Neymar em campo, o time teve que se reinventar.


Trocar a dependência do menino Neymar por um jogo coletivo, confiando nos 11 em campo e não em um só.


E, até onde vai meu conhecimento, isso valeu um troféu ontem.





Cuidado com os craques


Não me entenda mal, é ótimo ter um craque no time.


Ele se destaca; cria oportunidades; leva perigo; e basta uma única jogada para resolver o jogo.


É maravilhoso poder contar com uma figura assim, capaz de desequilibrar o jogo a qualquer momento.


Mas, como você sabe, uma andorinha sozinha não faz verão. Se fosse esse o caso, a Argentina já teria levado diversos títulos com o Messi.


Nunca levou.




O segredo, na minha opinião, está em formar uma boa equipe. Confiar no time como um todo, cada um com a sua contribuição.


Todos remando para o mesmo lado.


Esse poder do grupo te leva muito mais longe e te deixa menos vulnerável ao desempenho de um único homem.


Em outras palavras, menos Neymar e mais Brasil.

O Neymar e Messi dos fundo


Você ficaria surpreso como o mundo das assets é parecido com o futebol nesse aspecto.


Existem aquelas casas que possuem gestores geniais, como o Verde.


Onde é inegável que o Luis Stuhlberger faz a diferença no time.


Ele chama a responsabilidade e entrega os resultados – quase 30% ao ano desde que foi fundado.


É um fenômeno. Mas como ele existem pouquíssimos.


No geral, ao olharmos a indústria, estruturas assim não garantem a perenidade do fundo.


Do nosso lado, preferimos algo diferente.


Forme equipes e evite one man show


Quando vamos conhecer uma asset nova para o Nord Fundos, uma das perguntas que fazemos é: Como é a distribuição de resultado dos fundos?


Seja ela por área ou por gestor.


Na indústria, existe de tudo. Há gestoras que concentram os trades em uma pessoa ou duas; outras em diversas mesas geradoras de performance.


E, por incrível que pareça, existem casos de sucessos dos dois lados. Poderia citar Kapitalo e Verde como exemplos nas duas pontas.


Então, não procure aqui uma receita de bolo.


No entanto, olhando a indústria, o que a gente entende ser melhor é uma estrutura descentralizada de resultados, sem depender de uma única figura.


Em outras palavras, entre jogar com e sem Neymar, preferimos os times que jogam sem.


Até porque, se um dia o astro do time não estiver lá, o fundo segue vivo.


Segue trazendo troféus para casa. Continua trazendo retorno.


E, ao longo dos anos, é isso que trará o maior número de campeonatos.


Grande abraço


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por Luiz Felippo
em 08/07/2019 para Nord Insights

Iniciou sua carreira num projeto de renda fixa do Insper com o BTG Pactual. Posteriormente atuou na área de pesquisa econômica internacional do Itaú Asset Management e foi analista de Renda Fixa da Empiricus Research. Formou-se Economista no Insper.

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