Melhor Jair articulando

Bolsonaro volta a Brasília para se encontrar com as matilhas dos partidos renegados

Biruta

A madrugada nas bolsas asiáticas até pôs em dúvida se os mercados já haviam digerido por completo o acordo EUA-China e um rescaldo se fazia necessário, mas a tese durou pouco - como, aliás, duram grande parte das teses de mercado. Trabalho duro esse de tentar adivinhar a direção do vento - bem coisa de biruta.

Com o amanhecer no Velho Mundo, sensação de maior tranquilidade toma conta e a terça-feira caminha para sessões amenas nos mercados.

Ibovespa começa o dia em levíssima alta; dólar em queda.


O tempo responderá

A narrativa que tenta ganhar força é de que ainda pairam muitas incertezas sobre o cessar-fogo sino-americano: informações sobre a data de início (dezembro ou janeiro?) são desencontradas; não estão claras as contrapartidas exigidas de cada país; há certo medo sobre como vão se desdobrar as negociações entre as potências ao longo desse período.

Se a pausa for, de fato, somente uma pausa nas hostilidades, o mercado segue colocando risco extra na conta; muitos não se dispõem a precificar uma melhora conjuntural consistente.

É do jogo. Às perguntas, o tempo responderá. É por conta dessas idas e vindas que tentar surfar fluxo é a dureza que é.





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Melhor Jair articulando

Por aqui, atenções voltadas a mais um périplo de Bolsonaro pelo Planalto Central. A finalidade da viagem é reunir-se com bancadas partidárias. A rodada começa - que medo! - pelo MDB.

Melhor Jair guardando bem a carteira, capitão.

A extrema-imprensa tem sido mordaz em suas críticas ao governo que nem começou, e a articulação política é um dos alvos favoritos. A bem da verdade, há ali todo o potencial para fazer toda a diferença do mundo para o país a partir de 2019.

Então sim, articular será da mais extrema importância - principalmente se persistir a disposição em fazer diferente, ou seja, sepultar a cultura do toma-lá-dá-cá.

Missão difícil.


Alguém (ainda) tem que ceder

Amostra disso veremos também hoje no Legislativo, com mais uma tentativa de levar adiante a cessão onerosa. Como já é arqui-sabido, os recursos a serem angariados a partir do leilão do excedente do pré-sal são efusivamente esperados para ajudar a fechar as contas de 2019.

Como não poderia deixar de ser, há uma longa fila de entes federativos reivindicando seu pedacinho. Se a farinha é pouca, meu pirão primeiro; se é muita, o meu primeiro também.

É assim que a turma funciona. Dessa vez vai?

Em observância à ICVM 598, declaro que as recomendações constantes no presente relatório de análise refletem única e exclusivamente minhas opiniões pessoais e foram elaboradas de forma independente e autônoma.

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por Ricardo Schweitzer
em 04/12/2018 para Nord Insights

Possui 12 anos de experiência no mercado financeiro. Antes de fundar a Nord Research passou Adviser Asset, Fundação CEEE, Sicredi Asset, Votorantim Corretora e Empiricus Research. Formou-se economista pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul.

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