Medo de ficar dentro; medo de ficar de fora

Liberte-se da bipolaridade do mercado.

Todos têm medo

Já dizia o velho Marx que a História se repete, primeiro como tragédia e depois como farsa. O velho teria verdadeira ojeriza do mercado de capitais mas, para seu desespero, a observação sistemática dos vais e vens dos ativos está aí para demonstrar que sim, a máxima carrega lá sua dose de verdade.

Há exatamente uma semana, vivíamos aqui uma mini-convulsão por conta de interpretações atravessadas de deliberações do nosso Legislativo e de mensagens supostamente cifradas nas falas de Pau-logué-dês. Da noite para o dia, o medo de ficar de fora deu lugar ao medo de ficar dentro.

Ontem, lendo os pasquins de sempre lá de fora, percebo que cresce entre os investidores gringos o medo de ficar de fora da Bolsa por lá.

Parece que, no frigir dos ovos, é o medo - por vezes travestido de ganância, mas ainda assim medo de deixar de ganhar - que move os mercados por esses dias.

Dessa vez é diferente

O que a observação sistemática desses movimentos permite aprender?

Primeiro, que eles são cíclicos. Segundo, que são sempre sucedidos pelo oposto - tal qual um pêndulo que vai de um extremo ao outro.

Terceiro, e o mais importante: sempre - eu disse sempre - as pessoas pensam que dessa vez é diferente.

Para o bem ou para o mal.

E… adivinha? Nunca é. Nunca. Nunquinha.

Eu morro de medo dessa história de this time it’s different. É quando embarcamos nessa que fazemos as maiores bobagens da vida.

Seja ficando dentro, seja ficando de fora.

Liberte-se da bipolaridade

Quanto mais o tempo passa, mais me convenço de que deveriam despejar carbonato de lítio nos bebedouros dos escritórios da Faria Lima.

Ou talvez algum outro ansiolítico que não engorde tanto quanto o Lítio: a patifaixa (porque de ciclofaixa não tem mais nada) já anda congestionada… imagine com toda a turma pesando 150Kg? Patinetes rodando a 3 Km/h.

E adivinha? São justamente aqueles que conseguem, nessas horas, dar dois passinhos para trás (e não, não é uma alusão a andar de ônibus ao invés de patinete) são os que, no final das contas, conseguem fazer dinheiro.

Fazer dinheiro; não dizer que fazem dinheiro e vender cursos disso, como tanto temos visto por aí ultimamente.

A mensagem é simples: existe um potencial enorme de ganho para quem consegue se afastar da manada, do pensamento da multidão. E trilhar o perigosíssimo (e, por isso mesmo, delicioso) caminho de pensar com a própria cabeça.

Cuidado com a mão fraca; cuidado com a mão forte

Aqui na Nord, damos nosso melhor todos os dias para pensarmos com nossas próprias cabeças.

Afastamo-nos tanto quanto possível da manada, em fiel cumprimento ao mandato de entregar as melhores ideias de investimento para você.

Cada um no seu quadrado: o Bruce, lá no Investidor de Valor. Renato e Luiz,no Nord Wealth. Marília, no Renda Fixa PRO; este que vos fala no Nord Dividendos e no Valor Extremo.

Juntos não somos o Capitão Planeta, mas sim o Nord Combo Essencial.

Há muito pouco dinheiro sobre a mesa para quem está disposto a pensar como todo mundo.

Muitos dizem pensar diferente. Mas, tal qual a legião de fãs da Apple que pensam igualzinho, pergunto: penso mesmo?

Ou na hora h são todos mão fraca ou mão forte juntos?

Em observância à ICVM 598, declaro que as recomendações constantes no presente relatório de análise refletem única e exclusivamente minhas opiniões pessoais e foram elaboradas de forma independente e autônoma.

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por Ricardo Schweitzer
em 03/04/2019 para Nord Insights

Possui 12 anos de experiência no mercado financeiro. Antes de fundar a Nord Research passou Adviser Asset, Fundação CEEE, Sicredi Asset, Votorantim Corretora e Empiricus Research. Formou-se economista pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul.

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