Derrocada Chinesa

As primeiras leituras sobre a economia Chinesa não são nada animadoras para o primeiro trimestre deste ano.

As primeiras leituras sobre a economia Chinesa não são nada animadoras para o primeiro trimestre de 2020  o estrago foi grande.


Ontem tivemos a divulgação da produção industrial no país, referente ao primeiro bimestre de 2020 e os números foram, surpreendentemente, negativos. Na comparação com o mesmo período do ano passado, a queda foi de 13,5 por cento.


Já as vendas no varejo tiveram baixa ainda mais forte, com perda de 20,5 por cento nos dois primeiros meses deste ano, também na comparação com o mesmo período do ano passado.


Ambos os indicadores mostraram leituras consideravelmente piores do que o consenso de mercado, que já tinha uma expectativa bem negativa, dado o difícil momento que a economia chinesa atravessa.



Fonte: Valor Economico


Alguns economistas até dizem que os dados atuais sequer permitem qualquer estimativa para a queda do PIB do país durante o primeiro trimestre, seria um verdadeiro chute, mas com certeza a contração será grande.


Outras grandes economias, como as dos Estados Unidos e da Europa, nas últimas duas semanas tomaram medidas mais drásticas em relação a circulação de pessoas e prestação de serviços.


Tais mudanças devem impactar os indicadores econômicos do mês de março, que somente serão divulgados em abril.


Não à toa o mercado financeiro tenta precificar o possível estrago econômico, que ocorrerá nas mais importantes economias do mundo.


É praticamente impossível saber se o atual patamar das bolsas de valores mundo afora já incorpora um cenário extremamente negativo.


Todavia, dada a enorme frustração diante dos dados chineses, até a projeção mais pessimista em relação à atividade econômica mundial, neste momento, pode ser um pouco otimista.


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por Cesar Crivelli
em 17/03/2020 para Nord Insights

Iniciou sua carreira na área de análise de uma corretora independente e posteriormente integrou a equipe de Equity Research do Citibank, tesouraria da GM no Brasil e trabalhou em uma startp-up em Boston por dois anos, onde era responsável por M&A e expansão em novos negócios.

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