Crise? Que crise?

As recentes sinalizações de lançamentos que tenho acompanhado, principalmente em terras paulistanas, me levam a crer que a performance do setor de construção civil não cedeu por completo com a pandemia.

Muito pelo contrário, na verdade! Os lançamentos estão aparecendo, vendas acelerando e a procura por terrenos tem se demonstrado algo cada vez mais acirrado. A ponto de talvez nos perguntarmos se realmente estamos (ou estávamos) passando por uma crise.

Vejo isso principalmente pelos seguintes fatores: demanda reprimida após esses meses de confinamento e taxa de juros atrativa para o financiamento imobiliário.

Falando um pouco sobre modelos de negócios dentro do setor, vejo que cada um apresenta a sua particularidade.

No caso do baixa renda, é um modelo subsidiado e que apresentou forte resiliência nas vendas com relação ao período pré-pandemia. Considero, de certa forma, o sub-segmento mais defensivo e que não depende totalmente dos diferentes momentos de ciclo econômico.

No média renda, apesar de ser uma divisão com sensibilidade considerável frente à crise, vejo que é uma das classes mais dependentes de funding, e o momento atual de baixa taxa de juros e condições de financiamento talvez nunca antes vistas em terras tupiniquins pode ter sido um forte motor para que as vendas não travassem.

No média-alta e alta renda, a busca por mais espaço e experiência após todo esse período de confinamento tem se tornado cada vez mais evidente, o que se traduz em projetos ainda mais específicos  e, a meu ver, não necessariamente fora dos grandes centros. As empresas que souberem operar com esse nicho em específico podem se deparar com uma grande oportunidade.

O otimismo com o setor está aí, mas vale lembrar que nem todo mundo tem a capacidade de surfar bem os ciclos imobiliários. Pode ter muita complexidade no caminho.

Por isso, é importante não olhar para os fundamentos do setor apenas, mas sim para as empresas com a melhor capacidade de gerar resultados futuros. É nisso que dispensamos boa parte do nosso tempo!

Você tem interesse nas empresas do setor de incorporação e construção civil? Temos exposição em algumas teses neste segmento em diferentes estratégias da casa. Fica meu convite para conhecer a nossa área do assinante.

Um abraço,


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por Guilherme Tiglia
em 24/09/2020 para Nord Insights

Engenheiro de Produção pelo Instituto Mauá de Tecnologia e pós-graduando em Finanças pelo Insper, iniciou sua carreira no Itaú-Unibanco em 2016. Integrou também as equipes da Quasar Asset Management e da Quatá Investimentos, atuando com análise de crédito corporativo e performance empresarial. Ingressou na Nord Research em julho de 2019, como parte da equipe do Nord Dividendos.

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