Crise? Até agora não…

A temporada de resultados nos Estados Unidos chamou a atenção nesta semana, com nomes bem conhecidos como Alphabet (Google), Microsoft, Facebook e Tesla reportando resultados financeiros referentes ao último trimestre.

A temporada de resultados nos Estados Unidos chamou a atenção nesta semana, com nomes bem conhecidos como Alphabet (Google), Microsoft, Facebook e Tesla reportando resultados financeiros referentes ao último trimestre.

Apesar de ser razoável esperar que algumas empresas divulguem números abaixo do esperado, ou mesmo com certo declínio na comparação contra o ano passado, dado o efeito da crise atual, não é isso que temos notado. Pelo contrário...

No caso da gigante Alphabet  empresa controladora do Google, Youtube e Android  a receita cresceu e ficou em 41 bilhões de dólares no trimestre, uma alta de 13 por cento em relação ao ano anterior. As ações subiram 10 por cento na quarta-feira.

A Microsoft também surpreendeu ontem ao mostrar crescimento de receita de 15 por cento, com 35 bilhões de dólares no trimestre. Já o lucro por ação ficou em 1,4 dólares, contra 1,14 dólares no mesmo período do ano anterior. O resultado foi muito beneficiado pelo serviço de cloud, que cresceu 59 por cento no trimestre.

A maior rede social do mundo, o Facebook, mostrou receita de 17,8 bilhões de dólares no trimestre, contra uma expectativa do mercado de 17,3 bilhões. Já o lucro por ação ficou levemente abaixo das expectativas. Entretanto, a empresa destacou que atingiu uma base de 2,6 bilhões de usuários ativos, contra 2,5 bilhões nas expectativas dos analistas.

Por fim, uma das maiores surpresas ontem foi a produtora de carros elétricos Tesla, que reportou lucro por ação ajustado de 1,24 dólares, contra uma expectativa de perda de 0,28 por ação. Foi o terceiro trimestre consecutivo de lucro reportado, depois de anos apurando perdas gigantes. A companhia entregou 88,500 carros no trimestre, alta de 40 por cento em relação ao mesmo período do ano passado.

Não sem motivo, os principais índices de ações norte-americanos se recuperaram fortemente das mínimas atingidas quando da eclosão da crise. Desde o início do ano o índice Dow Jones caiu 13 por cento, S&P500 -9 por cento e Nasdaq teve perda de apenas 0,5 por cento.

Os resultados operacionais, mais uma vez, mostram que o valor de uma empresa está no resultado que ela apresenta, independentemente de ruídos de curto prazo.

Cesar Crivelli, CNPI.


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por Cesar Crivelli
em 30/04/2020 para Nord Insights

Iniciou sua carreira na área de análise de uma corretora independente e posteriormente integrou a equipe de Equity Research do Citibank, tesouraria da GM no Brasil e trabalhou em uma startp-up em Boston por dois anos, onde era responsável por M&A e expansão em novos negócios.

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