CDI: apenas um mal necessário

Com a redução da taxa Selic, a estratégia em dividendos se torna ainda mais atrativa

Selic vs. Bolsa

O Banco Central reduziu em sua última reunião do COPOM (realizada em 17/06) a taxa selic para 2,25 por cento ao ano, um corte de -75bps, que já era esperado pelo mercado.


Com isso, pela primeira vez na história, observamos que os rendimentos de dividendos das empresas (dividend yield) do Ibovespa ficaram acima da nossa taxa básica de juros.



Aquele Velho Brasil de antes, onde era possível se ter ganhos razoáveis sem muitos esforços ao simplesmente aplicar na taxa de juros, já não existe mais.


Lá em 2015 um investidor pode ter pensando: por qual motivo vou correr o risco da bolsa se eu posso ganhar 15 por cento ao ano investindo sem risco? De fato, era mais confortável ficar no CDI mesmo...


Por esses motivos, muitas pessoas se viram distantes da bolsa por um bom tempo, ao considerarem que a relação risco-retorno não era tão atrativa assim.


No entanto, felizmente, podemos falar que o jogo virou e essa cultura rentista ficou no passado. Hoje a história é diferente, e podemos não ter algo parecido por um bom tempo.


Por isso, se você quiser ter uma rentabilidade maior nos seus investimentos, será inevitável ter uma alocação do seu patrimônio em renda variável.


O CDI serve agora apenas para equilibrar a quantidade de exposição a risco que cada investidor quer tomar. O CDI não é rentável. O CDI é um mal necessário.


E neste novo cenário de queda de juros, as Ações listadas em bolsa são beneficiadas por i) redução de custo de capital, o que implica em maior valorização das ações, ii) redução de custo financeiro, aumentando a margem de lucratividade e iii) maior fluxo de investimentos para o mercado de ações.

Boa pedida para uma Selic baixa

Vamos falar agora de uma classe de Ações dentro da renda variável que combina mais com conservadorismo e estabilidade.


Elas podem substituir parte dos seus investimentos que estão aplicados no CDI, e são muito indicadas para quem ainda não entrou na Bolsa e tem um menor apetite a risco.


Estamos falando das Ações boas pagadoras de dividendos.


Nelas, além da possibilidade de ganho de capital, você conta também com uma rentabilidade adicional na forma de proventos.


Sim, são duas formas de ganho!


Veja que se o yield obtido for maior do que a taxa básica de juros, mesmo sem vender as Ações, o investidor já conseguiu um rendimento maior do que o da renda fixa.


Isso já é realidade considerando o yield atual da bolsa. E se olharmos para além dele, na situação individual de cada empresa, a atratividade pode se tornar ainda maior.

Será que todas sofrem da mesma forma?

Ao longos dos últimos meses, dedicamos bastante esforço para tentar entender quais seriam os impactos da pandemia em cada uma das nossas Ações dividendeiras.


Verificamos, rigorosamente, o risco de insolvência de cada tese, tentando buscar descompassos entre a geração de caixa e os vencimentos de curto prazo que pudessem colocar em xeque a capacidade de distribuição de dividendos.


Analisamos com a lupa quais setores estavam mais suscetíveis à pandemia e alteramos o nosso ranking, adicionando o critério de risco e diversificação setorial em conjunto com os já existentes que envolvem valuation e yield.


Constatamos também que algumas empresas, ao enfrentarem um cenário mais desafiador de curto prazo, optaram por não distribuir dividendos para conservar caixa — o que é perfeitamente compreensível para o momento —, ou até mesmo se viram impedidas de distribuir acima de certos patamares por questões regulatórias.


Tudo isso se traduziu em novas premissas estipuladas com relação a distribuição de proventos e, consequentemente, novos yields projetados na nossa carteira, variando conforme cada caso em si.


Afinal, nem todas sofrem da mesma forma. Cada setor é de um jeito. Por isso, análise importa, e importa muito!


E mesmo com um curto prazo de muitas incertezas, a atratividade da nossa estratégia de proventos não perdeu força. Algumas empresas, inclusive, se demonstraram extremamente resilientes e mantiveram os patamares de payout pré-pandemia.


Vejo que é bem pelo contrário: com a queda da Selic, os proventos que tanto gostamos se tornam ainda mais atrativos.

Nord Dividendos

Por isso, afirmo tranquilamente que o Nord Dividendos segue uma estratégia com sólidas Ações boas pagadoras de Dividendos.


A nossa favorita da carteira conta com um yield estimado de aproximadamente 8 por cento ao ano, quase 3,5 vezes a Selic.


Se considerarmos a carteira como um todo, o yield médio projetado é de quase 6 por cento, o que também é bem acima dos patamares atuais da nossa taxa de juros.


Não tenha dinheiro de longo prazo apenas no CDI. Invista em dividendos agora mesmo. Te garanto que será um ótimo primeiro passo na bolsa.


Venha conhecer a nossa estratégia aqui.


P.S.: Você já conhece o NordTalks? O segundo episódio do podcast da Nord já está no ar, desde segunda-feira, e trata sobre os rumores de uma segunda onda da pandemia. Gostaríamos muito de um feedback deste nosso novo canal. Confere lá, espero muito que gostem!


Forte abraço!


Guilherme Tiglia, CNPI


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por Guilherme Tiglia
em 24/06/2020 para Nord Insights

Iniciou sua carreira no Itaú-Unibanco, trabalhando com medidas de melhorias operacionais na área de Cartões de Crédito.

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