Cautela la fora

Cautela la fora (I)

Em dia de quadruple witching nos EUA (vencimentos simultâneos de futuros e opções de índices e ações), operadores adotam postura de cautela tendo como pano de fundo novos capítulos das investigações acerca da suposta interferência russa nas últimas eleições americanas.

Mercados asiáticos encerraram suas sessões em queda. Europa opera predominantemente no campo positivo, enquanto futuros americanos seguem perto do zero-a-zero.


Cautela lá fora (II)

Após a demissão do Secretário de Estado, Rex Tillerson, e a demissão do conselheiro econômico Gary Cohn, atenções se voltaram para rumores de desembarque de H. R. McMaster – conselheiro na área de segurança – do governo Trump. As informações são negadas, mas persiste o sentimento de que onde há fumaça, há fogo.

Em paralelo, tem-se a imposição de sanções contra a Rússia simultaneamente à intimação de empresas de Trump ao fornecimento de informações no âmbito das investigações sobre a interferência daquele país nas eleições presidenciais americanas.

Isso tudo, combinado com um mercado francamente cansado e com valuations em níveis questionáveis constitui terreno perfeito para fazer a turma sossegar.


Ultradividendos?

Diante de dificuldades crescentes para realizar aquisições de monta no país, a Ultrapar (UGPA3) deve se voltar a ativos no exterior – esta é a mensagem transmitida pelo presidente Frederico Curado em entrevista ao Valor.

Em função do porte alcançado no Brasil em seus principais negócios – distribuição de GLP e combustíveis -, a companhia vem tendo suas novas investidas sistematicamente barradas pelo CADE. Foi o caso da Alesat e da Liquigás.

O jeito é olhar para fora… mas, diante da eventual falta de ativos que façam sentido e dotados de negócios com forte geração de caixa, não se deve descartar a hipótese de tão simplesmente aumentar a remuneração do acionista.

Ultradividendos num futuro próximo, talvez? Pergunta lá no posto Ipiranga.

Atenção: sou detentor de ações UGPA3.

Casando de papel passado

O BNDES comunicou, noite passada, que bateu martelo em favor da oferta da Suzano (SUZB3) pela Fibria (FIBR3), pondo fim à disputa pela companhia. Até o fechamento desta edição, as companhias não haviam divulgado comunicado oficializando a operação.

Salvo melhor juizo na hipótese de algo muito exótico nos termos propostos para a combinação de negócios, acredito que a transação será positiva e prefiro SUZB3.


Ricardo Schweitzer, CNPI

Em observância à ICVM 483, declaro que i) as recomendações constantes no presente relatório de análise refletem única e exclusivamente minhas opiniões pessoais e foram elaboradas de forma independente e autônoma; ii) não possuo vínculo com pessoa natural que trabalhe para o emissor de qualquer valor mobiliário mencionado neste relatório; iii) sou titular de valores mobiliários objeto deste relatório: UGPA3; iv) não estou envolvido, direta ou indiretamente, na aquisição, alienação ou intermediação dos valores mobiliários objeto deste relatório; v) não tenho qualquer interesse financeiro em relação a qualquer dos emissores objeto deste relatório.

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por Ricardo Schweitzer
em 16/03/2018 para Nord Insights

Possui 14 anos de experiência no mercado financeiro. Antes de fundar a Nord Research passou pela Adviser Asset, Fundação CEEE, Sicredi Asset, Votorantim Corretora e Empiricus Research. Formou-se em economia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul.

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