Caminhões: desta vez é diferente, sim!

A Randon divulgou a receita mensal consolidada para o mês de agosto e, pela primeira vez desde o início da pandemia, a receita líquida consolidada apresentou crescimento em comparação ao mesmo mês de 2019, de 10,2 por cento. No acumulado do ano, ainda está -9,0 por cento abaixo em relação ao ano anterior, mas o que nos chama a atenção nos números é a consistente evolução mensal, que mostra que o cenário está aos poucos voltando à normalidade.

Como proxy, comparando com o emplacamento do setor de implementos rodoviários contabilizado pela ANFIR, o segmento de reboques e semirreboques teve um aumento de +13,7 por cento, enquanto o volume total – que inclui veículos sobre chassis – aumentou +6,0 por cento. No acumulado do ano, os desempenhos acumulam quedas de -4,85 por cento e -6,22 por cento, respectivamente.

Dados da ANFAVEA, por sua vez, mostraram que as vendas tiveram queda de -14,4% em relação a agosto/2019 e -15,3% na comparação mensal – no acumulado do ano, os volumes caíram -14,9%. A produção apresentou queda de -31,8% na comparação anual e +7,3% em relação a julho/2020, acumulando queda de -36,6% no ano de 2020. No entanto, não podemos desconsiderar o impacto negativo por falta de produtos em função do mix de vendas, com uma demanda maior por caminhões pesados e extrapesados, mais ligados à atividade agrícola.

E o que todos esses indicadores nos dizem? A cada mês, eles vêm nos confirmando uma tendência que já temos observado há algum tempo, e que desta vez, sim, é diferente  de outras crises: os veículos pesados estão se recuperando antes e mais intensamente do que os veículos leves, e quem é assinante do Nord Small Caps já se posicionou para aproveitar essa oportunidade.


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