Caminhões: agora o desafio é a oferta

A Randon divulgou a receita mensal consolidada para o mês de setembro e confirmou a tendência positiva que temos acompanhado no setor de caminhões, com a receita líquida consolidada apresentando crescimento de +24,7 por cento em comparação ao mesmo mês de 2019.

No acumulado do ano, ainda está -7,2 por cento abaixo em relação ao ano anterior, mostrando que o cenário está aos poucos voltando à normalidade. É também importante mencionar que os números de setembro incluem os valores relativos à Nakata, que foi incorporada pela Fras-le.

Falando em Fras-le, ela também divulgou seus números de setembro e o acumulado no ano (incluindo agora a Nakata). A receita líquida apresentou um crescimento de 86,3 por cento em relação a setembro de 2019, resultando em um desempenho acumulado desde o início do ano de +8,1 por cento em relação ao mesmo período do ano passado.

Outro dado que corrobora a tendência positiva e dinâmica de recuperação do segmento de caminhões é o emplacamento do setor de implementos rodoviários contabilizado pela ANFIR. Em 2020, o segmento de reboques e semirreboques praticamente alcançou o desempenho no acumulado do ano de 2019, ficando apenas 1,79 por cento abaixo.

Por último, os dados e as novas projeções da ANFAVEA para 2020 também mostram que o setor está tendo um desempenho melhor do que o antecipado inicialmente, com a produção tendo, inclusive, dificuldades de atender à demanda por falta de produtos em função do mix de vendas, com uma demanda maior por caminhões pesados e extrapesados, mais ligados à atividade agrícola.

Mais uma vez, temos os indicadores confirmando uma recuperação mais rápida de caminhões do que de veículos leves, o que não costuma ser a dinâmica do setor em momentos de recessão. Por outro lado, temos visto a indústria como um todo sofrendo com a falta de insumos para a produção.

No mercado automotivo, além de ser um obstáculo para atender à demanda aquecida, a preocupação com os preços dos insumos, principalmente o aço, é um desafio que as companhias do setor estão tendo que enfrentar. Por isso, quem conseguir endereçar essas questões da melhor forma sairá da crise como vencedora.


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