Ainda bem que chegou

Novo presidente nos Estados Unidos, mercados digerindo os resultados das empresas americanas e aumento de medidas de restrição social marcaram a semana.

Devidamente empossado

Nessa semana, Joe Biden se tornou o quadragésimo sexto presidente dos Estados Unidos. Foi uma cerimônia bem diferente do usual, marcada pela presença apenas de pessoas próximas ao presidente e milhares de soldados espalhados por Washington, DC.

Ainda, não demorou quase nada para Biden se colocar à frente de assuntos importantes. Logo no seu primeiro dia na Casa Branca, o novo presidente dos Estados Unidos assinou ao menos uma dezena de executiveorders – que equivalem às medidas provisórias aqui no Brasil – que tratam dos mais diversos assuntos, desde questões relacionadas à pandemia até os acordos climáticos. Não deu nem tempo da cadeira esfriar.

Os próximos dias, semanas, meses e anos prometem um certo agito, visto que agora os Estados Unidos estão sob uma nova administração, cujas crenças e ideias são bem diferentes das expostas pelo governo anterior.

Donald Trump, agora ex-presidente, se retirou da Casa Branca bem antes da chegada de Joe Biden e se dirigiu ao Estado da Flórida, onde possui diversas propriedades, incluindo um enorme resort, no qual certamente dedicará algum tempo a um dos seus esportes favoritos, o golfe.

Mesmo temporariamente fora da política, o nome de Donald Trump ainda deve estampar as manchetes dos principais jornais do país, visto que o Senado deve retomar, em breve, a análise do pedido de impeachment do ex-presidente. Apesar de ter deixado a Casa Branca, se aprovado, o impeachment de Trump fará com que ele seja considerado inelegível a cargos públicos.

Aguardemos as cenas dos próximos capítulos…

Wall Street

Removida parte da incerteza quanto à possibilidade de Trump criar alguma dificuldade em relação à posse de Joe Biden, o mercado recebeu o novo presidente de braços abertos, ao menos por enquanto.

Tivemos, nessa semana, novos recordes nas Bolsas dos Estados Unidos, com todos os índices mostrando alta. Como destaque, tivemos as ações de tecnologia – com muitas empresas também alcançando novas máximas históricas.

Diz a lenda que a valorização de uma ação, que nada mais é do que um pedaço de uma empresa que realiza negócios no mundo real, deve seguir o crescimento de lucros desta.

Nesse caminho, a temporada de resultados do 4T20 nos Estados Unidos  ganhou tração nessa semana. Os principais bancos do país já reportaram seus balanços e demonstrativos de resultados. Apesar de muitos terem apurado receitas e lucros recordes, as ações de algumas instituições financeiras se desvalorizaram ao longo da semana. Será que vale aquele velho ditado: compre no boato e venda no fato?

O movimento de alta exponencial das ações da Tesla, aquela fabricante de carros elétricos, também merece destaque. Hoje, a Companhia possui um valor de mercado em torno de 800 bilhões de dólares. No ritmo atual, logo mais a Tesla chegará ao seleto grupo de empresas a superar o valor de mercado de 1 trilhão de dólares.

Destaco, contudo, que, no patamar atual, a Tesla vale no mercado mais do que as oito maiores montadoras do mundo, também considerando o valor de mercado delas – veja na tabela abaixo.



Tabela contém as maiores montadoras do mundo, com Tesla em primeiro lugar.

Fonte: Visual Capitalist

Não há muito o que dizer… minha impressão é que, daqui a alguns anos, as outras empresas também estarão em posse de uma tecnologia igual ou ainda superior à desenvolvida pela Tesla. Aí, eu me pergunto: será que o preço das ações da queridinha do mercado faz algum sentido atualmente?


Enquanto isso, no mundo real...

Apesar de muitos países terem iniciado o processo de vacinação de seus cidadãos, a cada dia que passa, vemos uma retomada das medidas de distanciamento social, principalmente na Europa. Ademais, lá na Ásia, as coisas não são muito diferentes. Nessa semana, a China teve que isolar uma cidade por conta da forte disseminação de uma variante do Coronavírus.

Nos Estados Unidos, Biden se pronunciou a respeito do tema, logo depois de assumir o poder. O presidente comunicou que centenas de bilhões de dólares serão direcionados ao combate da pandemia, mas que as medidas não devem ter tanto efeito no curto prazo; as pessoas devem se preparar para uma situação muito difícil nas próximas semanas, antes de as coisas efetivamente começarem a melhorar.

As vacinas eram a esperança de curto prazo dos principais agentes do mercado financeiro, visto que a rápida imunização da população mundial deveria ajudar na retomada econômica diante do fim das restrições de isolamento. Parece que não será tão rápido assim.

Seguimos atentos a toda essa situação política e econômica, bem como aos resultados das empresas que estão na carteira do Nord Global, o produto de investimento no exterior oferecido pela Nord Research.

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Até a próxima semana!


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por Cesar Crivelli
em 26/01/2021 para Nord Insights

Bacharel em Administração de Empresas pela PUC-SP, possui MBA pela FGV e MSF pela Hult International Business School. Integrou a equipe de Equity Research do Citibank e tesouraria da General Motors (GM) no Brasil. Posteriormente, atuou nas frentes de M&A e novos negócios da Xeros Cleaning Technologies (XTG), nos Estados Unidos. Ingressou na Nord Research em outubro de 2019, como parte do time do Nord Small Caps, e hoje é responsável pelo Nord Global.

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