Acabaram as férias, Simone

O Natal chegou mais cedo

Bom velhinho

Ela ainda contava com mais uma ou duas semanas de sossego, para depois fazer suas aparições anuais.

Só faltou combinar com americanos, chineses, russos e árabes, que queimaram a largada.

Quem é?


Então é Nataaaaal / e o que você feeeez?


Mercados têm dia de alegria mundo afora, bem ao estilo do espírito de paz e bem-aventurança que caracteriza a festa do bom velhinho (não, não me refiro ao Warren Buffett - mas bem que poderia ser).

Na esteira de uma trégua na guerra comercial entre EUA e China, e com a sinalização de um acordo em prol do corte de produção do petróleo, bolsas mundiais e commodities têm dia de ampla recuperação.

Juntamo-nos à festa, com Ibovespa futuro apontando alta expressiva. Dólar em queda.



Trégua de Natal


Caminhávamos para um final de ano embolado: tem uma guerra lá fora, e a beligerância entre americanos e chineses seguia a todo o vapor.

Foi nas trincheiras do G20 que Trump e Xi se deixaram contagiar pelo espírito natalino e, num gesto que em muito lembra a Trégua de Natal de 1914 - quando alemães e britânicos deixaram as trincheiras durante a Primeira Grande Guerra -, resolveram deixar as hostilidades de lado. Por enquanto, pelo menos.

A suspensão de tarifas sobre produtos chineses, por 90 dias a contar de 1/1, pegou o mundo de surpresa - das mais agradáveis possíveis - e reacendeu as esperanças de um desfecho feliz para as divergências entre as duas potências.

Enquanto isso, russos e sauditas sinalizam ter se entendido em torno de um corte de produção de petróleo, com chances substanciais de conter a derrocada de preço da commodity, às vésperas de mais um convescote da OPEP.






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É disso que o povo gosta


Era um final de ano embolado: por aqui, expectativas crescentes em torno do governo vindouro; lá fora, porém, clima cada vez mais turbulento - como era de se esperar, a gritaria lá fora pesava mais. Como já disse tantas vezes, é o cachorro que abana o rabo e não o contrário.

Agora, no entanto, caminhos parecem abertos para renovações de máximas históricas do Ibovespão velho de guerra nas próximas semanas.

É fluxo que você quer? Então toma. É disso, afinal de contas, que o povo gosta: ver tudo subindo, verdinho, como uma festa que não acaba nunca.

Só tome um cadinho de cuidado, sim?


Bons meninos e meninas


Não se permita, porém, desatento: fluxo favorável deve vir sim - e, com ele, ações subirão. O tal do fluxo, entretanto, não é exatamente conhecido por sua seletividade.

Não se permita, em função de fluxo, comprar qualquer coisa a qualquer preço tão somente pela expectativa de que tudo vá subir de qualquer jeito.

(Ou, ainda pior: comprar indiscriminadamente o que carrega mais risco para tentar surfar o fluxo com mais emoção que aqueles passeios de buggy no Nordeste)

Quem vai pra festa assim sempre corre o risco de dar PT - e não, tudo o que não queremos nessa virada 18/19 é PT.

O melhor seguro, como sempre, é comprar barato - e barato não é aquilo que ainda tem espaço para subir, mas sim aquilo que ainda carrega margem de segurança nos níveis de preço atual.

Quer ideias? N’O Investidor de Valor tem várias. Refestele-se.

Se você foi um bom menino ou uma boa menina neste ano e espera bom presente, não perca de vista essa lição: fluxo não é valor; da mesma forma que vem, vai, e quem não se comporta pode acabar com um pedaço de carvão na meia.

Em observância à ICVM 598, declaro que as recomendações constantes no presente relatório de análise refletem única e exclusivamente minhas opiniões pessoais e foram elaboradas de forma independente e autônoma.

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por Ricardo Schweitzer
em 03/12/2018 para Nord Insights

Possui 12 anos de experiência no mercado financeiro. Antes de fundar a Nord Research passou Adviser Asset, Fundação CEEE, Sicredi Asset, Votorantim Corretora e Empiricus Research. Formou-se economista pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul.

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