A "pirâmide" das debêntures

Em minha newsletter de ontem, ao tentar explicar o problema de liquidez enfrentado pelos fundos de debêntures, eu me utilizei da palavra "pirâmide", como segue no trecho abaixo:

Essa dinâmica de aumento rápido de novos entrantes fez com que o setor se tornasse uma grande pirâmide. (...) O grande problema das pirâmides é quando a roda pára de girar!

Após a divulgação do artigo, recebemos um feedback de um gestor de fundo de debêntures comentando que um cliente havia entrado em contato com eles após ler o artigo, receoso que seus investimentos no fundo estariam expostos a algum tipo de fraude.

Quero deixar claro que a palavra "pirâmide" não foi, de forma alguma, utilizada no sentido de algo ilegal ou fraudulento. A intenção foi utilizar uma figura que representasse um excesso de liquidez vindo de uma base grande, que fosse sustentando a alta dos preços.

Mas, após o feedback, vejo que a palavra utilizada foi equivocada, a medida que deu margem para esse outro tipo de interpretação ligada à ilegalidade.

Reforço que, em momento algum, a intenção foi criar pânico ou sensacionalismo. Mas, sim, procurar uma imagem que ajudasse a passar um conceito financeiro complicado de uma maneira fácil para o leitor menos familiarizado com termos técnicos.

Mas, infelizmente, tenho que reconhecer que a palavra não foi a melhor, e faço aqui essa retratação para que fique claro o conteúdo da análise.

Um grande abraço,

Marilia Fontes


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por Marilia Fontes
em 30/10/2019 para Nord Insights

Possui 11 anos de experiência de mercado financeiro. Antes de fundar a Nord Research passou pelas assets do Itaú, Mauá e Kondor, além de analista da renda fixa da Empiricus Research. Formou-se mestre em Economia pelo Insper.

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