A maior oportunidade em 12 anos  (parte 1)

Esta é a melhor oportunidade para comprar ações desde a crise de 2008. #CompreMUITAbolsa.

"A menos que você consiga ver seu patrimônio cair -50 por cento sem entrar em pânico, você não deveria estar no mercado de ações." – Warren E. Buffett

Entendo as preocupações com a saúde pública, riscos e impactos econômicos que o coronavírus está nos causando.

Mesmo assim, serei extremamente otimista neste texto.

Não é por falta de compaixão com o que acontece no mundo real.

É porque os preços das ações na bolsa brasileira perderam completamente o sentido.

O pânico com o surto e as medidas que se fazem necessárias para evitarmos o contágio criaram uma enorme oportunidade de investimento.

Esta é a maior oportunidade para comprar ações desde 2008.


"As pessoas calculam demais e pensam de menos" - Charles T. Munger

Investir em bolsa é 99 por cento psicológico. Talvez até mais.

A hora de comprar bolsa é quando ela cai, quando todos estão pessimistas, quando os investidores estão em pânico, quando o mundo parece que vai acabar, …

Quando os jornais só produzem notícias catastróficas.

Quando seu psicológico te diz para não comprar. Sua consciência te diz para vender tudo e se proteger.

Pense bem. A hora de comprar é quando ela está barata.

Compre bolsa quando a bolsa cai.


"O erro é claro. A manada é otimista no topo e pessimista no fundo" – Howard Marks

Ficaremos em casa alguns dias, as empresas terão prejuízos por algumas semanas e, em alguns meses, tudo voltará ao normal.

Mesmo assim, o pânico generalizado já derrubou a bolsa em -40 por cento.

Não faz absolutamente nenhum sentido derrubar as ações pela metade só porque teremos um ou dois trimestres de economia impactada.

Podemos até já ter encontrado um remédio capaz de tratar o coronavírus.

A farmacêutica japonesa, Fujifilm Toyama Chemical produz a droga favipiravir (Avigan) que parece ser efetiva contra o coronavírus.

Em alguns meses ninguém nem se lembrará do pânico que vivemos.

Mas você lembrará de suas decisões de investimento atuais pelas próximas décadas.


"Atrás de toda ação existe uma companhia. Descubra o que ela está fazendo." – Peter Lynch

Lynch é famoso por recomendar que os investidores comprem aquilo que conhecem.

Em nosso evento NORD Experience, fundamento foi a palavra de ordem.

Praticamente todos os gestores de ações disseram a mesma coisa: “com a crise reavaliamos os fundamentos das empresas em que investimos”.

E foi exatamente o que fizemos.

E, quanto mais avaliamos os números das empresas, mais temos certeza da ENORME oportunidade de comprar coisa boa e barata agora.

Com isso, escolhi 3 ações para comprar com bolsa abaixo de 80 mil pontos.

E para surpresa: são as mesmas que recomendávamos acima de 80 mil pontos.

O Ricardo também tem suas 3 ações preferidas para o momento. Ele vai revelar na newsletter de sexta-feira.

Aproveite. A bolsa é a sua Disneylândia.


UNIDAS (LCAM3) – impacto do CoronaVírus até 13 de março: ZERO

Unidas (antiga Locamerica) é uma companhia de aluguel de carros e frotas que vem comprando competidores e crescendo de forma consistente ao longo dos últimos anos.

LCAM era a ação que sobe, sobe, sobe e nunca fica cara. É maravilhosa.

E, agora, ficou mais barata ainda.

LCAM3 (branco), Ebitda por ação (rosa) e lucro por ação (verde). Fonte: Bloomberg.

Vejam os resultados (Ebitda e lucros) de Unidas subindo vertiginosamente (linhas verde e rosa), enquanto suas ações despencaram -57 por cento das máximas.

Claro, a redução das viagens por algumas semanas, muito provavelmente, terá impactos nos resultados da empresa.

Mas o mercado precificou uma queda de Ebitda e lucros de -50 por cento para sempre. Não faz sentido.

Conversamos com a empresa em 13 de março de 2020 e o impacto do coronavírus em seus negócios até ali foi: ZERO.

De 2016 até o pico, a ação se valorizou +3.294 por cento e ainda negociava a reduzidos 11x Ebitda.

Se parecia barato no topo, hoje, a 6x Ebitda e 14x lucros, Unidas é uma barganha.

EV/Ebitda (marrom) e Preço/Lucro (branco). Fonte: Bloomberg.

E temos muita confiança em seu crescimento. Por um motivo simples, para as locadoras tamanho é documento.

Quanto mais LCAM cresce, melhor fica – mais ela rouba mercado das pequenas.

Hoje, as 3 grandes locadoras possuem aproximadamente 60 por cento do mercado de locação. Imaginamos que possam chegar a 90 por cento, como já acontece nos países desenvolvidos há anos.

Para isso, LCAM compra o máximo de carros que pode e cresce seu Ebitda e lucro a mais de 20 por cento ao ano, em média.

A consistência nos resultados da companhia tem se provado ao longo dos anos e acreditamos fortemente que em 2020 a história não será diferente.

Se você notar, mesmo durante a crise, a empresa conseguiu manter seus lucros crescendo e isso é ótimo, pois ela não precisa necessariamente da retomada econômica para continuar crescendo forte com alta rentabilidade.

Mas, caso a economia de fato cresça, a empresa pode voar ainda mais.

#CompreMUITALCAM3


CSU CARDSYSTEM (CARD3) – impacto do coronavírus até 17 de março: ZERO

CARD é uma companhia de processamento de cartões. Ela é a segunda maior do país, atrás apenas de Itaú.

CARD não produz o plástico, a CSU gerencia os processos de gestão dos cartões. CARD é uma empresa de serviços de TI (Tecnologia da Informação).

A companhia tem outros tipos de serviço como plano de fidelidade, armazenamento e segurança de informação – mas ainda são pequenos.

Passamos 2 anos difíceis com CARD, em 2018 e 2019 (até agora).

Ebitda (azul) e Lucro (verde). Fonte: Bloomberg.

Após um 2017 de recordes, a companhia passou os anos de 2018 e 2019 sem conseguir assinar novos contratos e com Ebitda e lucros estagnados.

Mas, no 4T19 recém-reportado, tudo mudou.

Cartões faturados renderam +8 por cento, receita líquida +10 por cento, Ebitda +40 por cento e lucros +4 por cento.

A forma como a empresa paga juros sobre capital impactou seus lucros no trimestre, mas nada preocupante.

Mesmo com resultados ótimos, CARD3 despencou -38 por cento.

CARD3. Fonte: Bloomberg.

Algo que demoramos para entender é: CSU, apesar de contar com contratos de longo prazo com seus clientes, depende da economia.

Demorou, mas a economia anêmica impactou os resultados da empresa entre 2018 e 2019.

E, conversando com a empresa em 17 de março de 2020, o impacto até ali do coronavírus em planejamento para 2020 foi: ZERO.

CARD tem contratos de longo prazo com seus clientes. Novos contratos estão sendo firmados e trazendo bons resultados, como vimos no último trimestre de 2019.

O risco em CARD é sua liquidez. Cuidado para não pagar muito caro pelas ações.

Não puxe as ações para cima. Não compre a qualquer preço.

CARD já era extremamente barata para os resultados que possui. Após as quedas, ficou ainda mais barata a 5x Ebitda e 14x lucros.

EV/Ebitda (marrom) e P/L (branco). Fonte: Bloomberg.

#CompreMUITACARD3.


PETRORIO (PRIO3) – impacto do coronavírus até a metade do 2T20: ZERO

PetroRio é uma "empresinha" de petróleo com um potencial de crescimento enorme.

PetroRio produz 1 por cento do que a Petrobras produz – são 30 mil barris de petróleo por dia contra 3 milhões.

O problema atual é o preço do petróleo:

Petróleo Brent. Fonte: Bloomberg.

A Arábia Saudita, em um movimento para forçar a Rússia (maiores produtores mundiais do ouro negro) a voltar a negociar na OPEP, derrubou os preços.

Os sauditas estão dando descontos enormes aos clientes da Rússia para roubar seu mercado.

Tudo isso porque a Rússia se negou a reduzir a produção, tentando segurar o crescimento da produção do Gás de Xisto americano.

Sim, é uma batalha de gigantes com impactos geopolíticos enormes.

Fato é: os sauditas e os russos estão forçando recessões em seus países segurando o petróleo aqui embaixo.

E, dada a velocidade do movimento de queda, imaginamos que o ajuste também seja rápido.

Ótimo para a PetroRio que possui uma proteção (hedge) para toda a sua produção do 1T20 e metade do 2T20.

Por sorte, a companhia venderá petróleo a 65 dólares até a metade do 2T20, quando voltará a ficar exposta aos preços internacionais da commodity.

Se o petróleo não voltar a subir, PetroRio, assim como muitas petroleiras globais, estão em maus lençóis. PRIO tem custo total (breakeven) de 30 dólares  — só gera caixa com o petróleo acima disso.

Com o cenário atual, PRIO segura seu caixa e adia investimentos  como todas as outras petroleiras globais.

Menos a Saudi Aramco (petroleira estatal saudita), que investe ainda mais para causar mais dor nos russos.

Com o petróleo aqui embaixo, PRIO não corre risco de vida, só precisa renegociar como pagará pelos 50 por cento do campo de Frade que comprou em 2019  mas se o petróleo ficar, a longo prazo, abaixo de 40 dólares.

Com Brent acima de 40 dólares, PRIO volta com força total aos seus planos de crescimento.

Para termos uma ideia, em 2016, última vez em que sauditas e russos brigaram, o petróleo demorou 6 meses para voltar a ficar acima de 50 dólares.

A Arábia Saudita precisa de petróleo acima de 80 dólares para equilibrar seu orçamento público. A Rússia, ainda mais.

Imaginamos que a dor em suas economias seja grande demais para a briga durar mais que isso.

Passada a briga, PRIO volta a crescer como crescia.

Comprando poços maduros que não interessam às grandes petroleiras e concentrando seus esforços em melhorar a produtividade dos poços. Em reduzir custos.

Ebitda (12 meses, azul) e lucro (12 meses, verde). Fonte: Bloomberg.

E a companhia é toda dolarizada (produz petróleo no Brasil e o vende ao exterior), os resultados sobem com a alta do dólar.

Com a compra de diversas participações, PRIO está com produção crescendo rapidamente.

O risco de PRIO é se o petróleo não voltar a subir para patamares mais "normais".

Se o petróleo voltar para um preço ao redor de 60 dólares, PRIO negocia abaixo de 2x Ebitda.

#CompreMUITAPRIO3


"Você quer tomar risco quando os outros estão fugindo dele, e não quando eles competem com você" – Howard Marks

Proteja-se, cuide da sua saúde.

Siga as recomendações dos governos e especialistas.

Tome cuidado para não se tornar um agente de contaminação. Proteja sua saúde.

Mas apenas sua saúde.

No mercado de ações, agora não é hora de proteger, ter medo ou montar proteções.

Agora é a hora de ser agressivo, de procurar oportunidades, de TOMAR RISCO.

Faça como Munger, inverta seu raciocínio: em 6 meses, você se arrependerá de comprar agora ou de não comprar agora?

Buscamos frases famosas de alguns dos maiores ganhadores de dinheiro da história.

Justamente para mostrar que o momento atual não é diferente. Nunca é diferente.

Como em outras crises, o momento atual é de aproveitar oportunidades. De tomar risco.

De comprar muita bolsa.



Em observância ao Artigo 22 da Instrução CVM nº 598/2018, a Nord Research esclarece que oferece produtos contendo recomendações de investimento pautadas por diferentes estratégias e/ou elaborados por diferentes Analistas. Dessa forma, é possível que um mesmo valor mobiliário encontre recomendações distintas em diferentes produtos por nós oferecidos. As indicações do presente Relatório de Análise, portanto, devem ser sempre consideradas no contexto da estratégia que o norteia.


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por Bruce Barbosa
em 18/03/2020 para Nord Insights

Possui 17 anos de experiência no mercado financeiro. Antes de fundar a Nord Research passou pelo BNP Paribas, HSBC e Empiricus Research. Formado em Engenharia de Produção pela USP e possui um MBA pela New York University.

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