A arte do possível

Sinais de uma reforma da previdência mais branda no horizonte.

Mudando de tom

Madrugada foi de recuperação nos mercados asiáticos e tom positivo reverbera na Europa e nos futuros americanos, todos alimentando melhores expectativas sobre a retomada de conversações comerciais entre China e EUA, na próxima semana. Esforços para dar fim ao shutdown do governo americano também influenciam o cenário.

À frente, foco nos dados de emprego do Tio Sam. Aqui, olhos atentos - por óbvio - às novidades do Governo Federal.

Ibovespa futuro se beneficia do melhor humor mundo afora e marca alta na primeira sexta-feira do ano.

A grande questão...

Mas não se engane: a despeito da aparente trégua, preocupações acerca dos riscos de desaceleração do crescimento global seguem no radar. Powell concede entrevista hoje, juntamente com os antecessores Yellen e Bernanke, e daí podem sair incentivos para que investidores novamente carreguem nas tintas. O Fed Boy Raphael Bostic também dá o ar da graça no dia de hoje.

Todo esse cenário, combinado com a má-performance recente de empresas-chave do mercado americano (parece que a maçã foi envenenada…), suscitam alguma cautela - e, por aqui, mantêm acesa a grande questão do momento: a conjuntura local é suficientemente benigna para segurar o rojão do mercado mesmo com o caldo entornando lá fora?





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…é uma não-questão

Respondo da maneira mais pragmática possível: não sei, e não quero saber. Insisto, pela enésima vez, que tentar prever fluxo é perda de tempo e devemos nos focar i) no desempenho das empresas no mundo real - para o qual, em se concretizando expectativas cada vez mais positivas, é inspirador o futuro - e ii) no valuation do que se compra, priorizando ativos que, aos níveis atuais, ainda tenham boas margens de segurança.

Qualquer semelhança com o mandato do Bruce n’O Investidor de Valor não é mera coincidência. A palavra de ordem é ir em busca do bom e (ainda) barato.

Seu patrimônio, como sempre, agradece!

A arte do possível

Por aqui, pode contribuir para um humor não tão bom a sinalização de Bolsonaro de esforços por uma reforma da previdência mais branda do que o desejado e a prorrogação de incentivos fiscais da Sudam e da Sudene.

Esbarramos aqui na realidade da política, arte do possível: aprovar alguma reforma é melhor do que seguirmos correndo atrás do próprio rabo.

Mas teremos coisas bonitas pra contar: o avanço das tratativas em torno da cessão onerosa e da agenda de privatizações contribuem para o fôlego do mercado.

Vida que segue, de olho na metade cheia do copo.

Em observância à ICVM 598, declaro que as recomendações constantes no presente relatório de análise refletem única e exclusivamente minhas opiniões pessoais e foram elaboradas de forma independente e autônoma.

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por Ricardo Schweitzer
em 04/01/2019 para Nord Insights

Possui 12 anos de experiência no mercado financeiro. Antes de fundar a Nord Research passou Adviser Asset, Fundação CEEE, Sicredi Asset, Votorantim Corretora e Empiricus Research. Formou-se economista pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul.

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